Diretor afastado da base alvinegra diz que clube protege “negócios” dos “parceiros” de Andres Sanches

edu gaguinho, mané da carne, andres e negão

Enlameado pelas diversas acusações de corrupção nas categorias de base do clube, o Corinthians, há alguns dias, demitiu o diretor geral do departamento, Onofre Almeida, mas livrou a cara de quem é acusado de ser um dos líderes do esquema, o conselheiro Manoel Ramos Evangelista, vulgo Mané da Carne (ou das Cargas), assessor parlamentar do deputado federal Andres Sanches (PT), espécie de “dono” informal do clube.

Foram dispensados também diversos assessores, quase todos ligados ao “Canindé”, setor que se contrapunha aos interesses e desvios de conduta dos aliados do ex-presidente alvinegro.

Um deles, inconformado, conversou com o blog, por razões óbvias (temendo ação de bandidos), sob anonimato:

“Paulinho, o Onofre não realizava reuniões com ninguém no departamento. Nunca conversava com as pessoas que trabalhavam corretamente. Mas sempre recebia os aliados do Andres… esse Mané e alguns outros”.

“Quando estouraram os problemas, nós imploramos ao Onofre: “entrega seu cargo, senão quem não tem nada a ver com as sacanagens serão prejudicados”. E assim acabou acontecendo”.

“Porém, para defender os interesses da turma do Andres, o Roberto (Andrade) não aceitou a entrega do cargo do Onofre, e, utilizando-se desta deixa, mandou-o embora junto com aqueles que procuravam impedir as sacanagens do departamento.”

“Agora, pressionado, o Roberto vai reempossar dois ex-demitidos, o Augusto e o Jadir, meio que uma espécie de “cala-boca”, mantendo, porém, a demissão dos outros funcionários”.

“O treinador do Sub-17 está no esquema, mas há outros…”

Recentemente, antes da reunião do Conselho Deliberativo que eliminou o sistema de “Chapão” nas eleições alvinegras, o deputado federal Andres Sanches esteve no “Canindé” (departamento do clube) e travou, logo após as demissões, intensa discussão com os integrantes (quase às vias de fato), com acusações mútuas de favorecimentos nas categorias de base do Corinthians.

Estas, entre outras, teriam sido as motivações para o motim que culminou na derrota do grupo “Renovação e Transparência” no desejo de manter o cabresto eleitoral alvinegro.

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