Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“Ser pacífico é muito diferente de ser submisso. A pacificidade promove a boa convivência, já a submissão, o desrespeito e a exploração”

Rogério Carvalho – pensador

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14ª Rodada da Serie A do Brasileirão -2016

Sábado 09/07

Chapecoense 0 x 2 Corinthians

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Assistente 01: Pablo Almeida da Costa (ASP-FIFA-MG)

Assistente 02: Celso Luiz da Silva (CBF-1/MG)

Item Técnico

01 – No inicio da segunda etapa,  Pablo Almeida da Costa, assistente 01, errou e prejudicou  a equipe corintiana por ter sinalizado impedimento no momento que Balbuena cabeceou a bola para o fundo da rede da equipe da casa.

02 – Pouco após, apesar de estar distante do goleiro adversário, em meu entender, Luciano, atacante corintiano, confundiu a movimentação do mesmo, quando do chute de seu consorte Rodriguinho, que terminou na consolidação do primeiro gol de sua equipe

Item Disciplinar

Corretamente, advertiu com cartão amarelo um defensor de cada equipe, posteriormente, por ter cometido infração perigosa o atleta William, defensor do Chapecoense, recebeu o segundo amarelo, seguido do vermelho

Concluindo

No transcurso da contenta, por diversas ocasiões  Ricardo Marques Ribeiro abusou e muito nas gesticulações.

Terça Feira 12/7

Palmeiras x Santos

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio ( FIFA-GO)

Item Técnico

Pouco exigido

Item Disciplinar

03 cartões amarelos para atletas palmeirenses, e, 02 para santistas, dentre estes para Gabriel Barbosa Almeida, conhecido por Gabigol, que, mesmo amarelado, por diversas ocasiões infringiu a disciplina, mesmo assim, o assoprador de apito, covardemente, nada viu

Copa Libertadores da América 2016

Quarta Feira 13/07

Atlético Nacional (COL) 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Patrício Polic (CHI)

Item Técnico

Próximo do término da primeira etapa, safadamente, deixou de sinalizar claríssima penalidade máxima em cima do são-paulino Hudson;

– posteriormente, isto é, na segunda etapa, acatou o assistente 01, determinando penalidade máxima a favor da equipe da casa, no instante que; estando com o braço direito pouco aberto, o são-paulino Carlinhos cortou a trajetória da redonda

Item Disciplinar

Fraquinho

Observação

1

De acordo com a teoria, o presidente da Comissão de Árbitros da CONMEBOL é Wilson Luiz Seneme, no entanto, na pratica! Faz-me crer que nada manda; por ser laranja consciente e bem remunerado. Profundamente lamentável

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Politica

Cunha fora, fora Dilma!

dilma e cunha

Quando Eduardo Cunha renunciou, o PT começou a despedir-se do poder de manobra que ainda lhe restava na Câmara dos Deputados provisoriamente entregue ao bizarro vice eventual, Waldir Maranhão. Afinal, este é teleguiado pela excrescência chamada PCdoB, partido de ativistas contra o impeachment mais por chicanas advocatícias do que por votações parlamentares, pois seus causídicos são imaginosos, mas seu eleitorado é escasso, do tamanho da fidelidade às determinações de Enver Hoxxa, o último tirano da Europa, que comandou de Tirana, que não se perca pelo nome, a paupérrima e cruel Albânia. Maranhão não sabe, mas em sua gestão Hoxxa é Deus e Flávio Dino, seu chefinho maranhense, o profeta. Só que ele próprio teria de ser substituído em pouco tempo por um presidente de verdade, eleito pelos votos dos pares.

A renúncia e o fogo cruzado amigo e inimigo do ex-presidente da Casa abateram o fanfarrão Cara de Cunha e a eleição do chefe da Mesa desta passou a assemelhar-se a um arrumadinho, servido nas festas juninas de Campina Grande, tantos passaram a ser os ingredientes de sua receita complexa. Ao meio dia de quarta 13, inscreveram-se para a disputa 17 puxadores do samba-enredo da Escola de Samba Desunidos do Eu Sozinho.

Chegado de Pernambuco, onde anunciara que é candidato a presidente da República em 2018 e que Dilma voltará do ostracismo (nem tanto) do afastamento, Pai Lulinha viu uma tábua de salvação nas pretensões de Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-brizolista e ex-prefeito do Rio César Maia, além de figura de proa de um partido desmanchado nos anos sob égide petralha. Sem coragem de lançar candidato do próprio PT desfigurado, Lula prometeu descarregar no antigo adversário preferencial os votos da bancada, que lhe presta vassalagem, suficientes para esmigalhar o centrão, guindado ao poder na Câmara e dele expelido por Cunha.

Só que, numa demonstração de que hoje a criatura de fato impõe-se sobre o criador, Dilma o desautorizou decidindo com o fígado, órgão de seu corpo que ainda funciona, que o venturoso aliado de última hora foi feroz defensor do impeachment dela. E desautorizou o apoio. A ideia de lançar Marcelo Castro candidato dos anti-impeachment teve a mesma inteligência inspiradora dos imbecis que convenceram a “presidenta” a apoiar Arlindo Chinaglia na disputa inglória que Eduardo Cunha levou de letra, esmagando no primeiro turno e de uma vez só esse liliputiano petista o anticandidato tucano sem vez nem voto.

Depois de uma passagem pelo Ministério da Saúde em que disse torcer para que as mulheres férteis do Brasil contraíssem a zika antes de engravidar, Marcelo Castro cumpriu a sina de bobo de corte deposta. Beneficiado pelo espírito contemporizador do chefão do PMDB que assumiu o Planalto, Michel Temer, que não o expulsou do partido por grave traição, como devia ter feito, o psiquiatra piauiense deixou claro que marcar uma consulta com ele não avalia o bom juízo de psicopata nenhum. E, com o mesmo ânimo com que só deixou a pasta do desgoverno que desabou para votar contra o impeachment, partiu encapuzado para o sacrifício como um boi magro migra para o cutelo do marchante cruento.

E lá foi Lula junto para o previsível abate com a inglória armada de Brancaleone contra o impeachment de madama. No primeiro turno, Castro teve 70 votos. Somados aos 22 de Luiza Erundina (PSOL-SP), e 16 de Orlando Silva (PCdoB-SP), foram 108, apenas 2 a mais do que os 106 obtidos pelo ex-cunhista Rogério Rosso (PSD-DF) para ir à disputa no turno decisivo. Rodrigo Maia, primeiro candidato que Lula tentou apoiar, teve 120 no primeiro turno. No segundo, 285, que, somados aos 120 de Rosso, tido como candidato do cunhismo zumbi, somam 405, 38 mais do que os 367, mais de dois terços dos 513 deputados, que garantiram a continuidade do processo contra Dilma e seu encaminhamento ao julgamento final do Senado. Esta aritmética primária mostra que a situação de Dilma no julgamento final não está melhor agora, como o patrono dela acaba de jurar em Pernambuco.

A presidência da Câmara é muito importante. O vencedor ocupa o cargo do vice-presidente em exercício, Michel Temer, em mais uma jabuticaba azeda: essa tolice de presidente brasileiro não governar fora do território nacional, a exemplo do que o fazem governantes de outros países mais relevantes na geopolítica internacional. Mas a contabilidade do impeachment é ainda mais reveladora: a tentativa de protelar seu julgamento final no Senado para as calendas de agosto, quem sabe novembro, com todo o esforço que o inspirador do boneco Petralhóvski, do grupo Nas Ruas, tem feito, de nada adianta. A lição está aí: é duvidoso que Dilma, Lula e a PT o tenham compreendido. Mas os componentes do Senado, com assento abaixo da cumbuca oposta têm obrigação de ver, entender e imitar.

Afinal, Cunha está fora do caminho e o povo sem mandato provou que tem força para impor sua vontade de mais de 100 milhões de cidadãos: Cunha fora, fora Dilma! Esta é a palavra de ordem neste veranico seco, mas fértil em lições politicas.

Publicado no Estadão do dia 14/07 – Autor: José Nêumanne Pinto – jornalista, poeta e escritor

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Finalizando

“Se é a vontade do povo brasileiro eu promoverei a Abertura Política no Brasil. Mas chegará um tempo que o povo sentirá saudade do Regime Militar. Pois muitos desses que lideram o fim do Regime não estão visando o bem do povo, mas sim seus próprios interesses.”

General Ernesto Geisel

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-16/07/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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