CBF premia vice-presidente investigado por corrupção

Gustavo Feijó e Felipe Feijó

Gustavo Feijó e Felipe Feijó

Mesmo investigado pela Polícia do Rio de Janeiro e pela CPI do Futebol por diversos problemas, entre os quais participação de esquema de fraudes no Departamento de Registros da CBF, o vice-presidente da Casa Bandida, Gustavo Feijó, foi indicado por Marco Polo Del Nero para chefiar a Seleção Brasileira que enfrentará o Peru, logo mais, às 00h15, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Um escárnio !

Mas há ainda outro assunto, tão deplorável quanto, que passou despercebido de todos os órgãos de investigação: um desrespeito flagrante à Lei Pelé, que diz, em seu art. nº 27, letra A:

“Nenhuma pessoa física ou jurídica que, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de qualquer entidade de prática desportiva poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra entidade de prática desportiva disputante da mesma competição profissional”.

Felipe Omena Feijó (22 anos), que, segundo fontes, não passa de preposto do próprio pai (Gustavo Feijó), é Presidente da Federação Alagoana de Futebol desde o ano de 2015, cargo que ocupa de maneira irregular, concomitantemente ao exercício da presidência de um clube alagoano, o Santa Rita.

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Em tese, sua recente eleição seria ilegítima.

A CBF, que tem em seus registros ambas os dados, finge nada ver, premiando, ainda, o responsável maior pelas práticas (todas elas) supostamente ilícitas com hotel cinco estrelas, viagens de alto padrão com direito a “selfies” com jogadores da Seleção.

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