Acordo com a vítima mantém processo de associados golpistas engavetado no Corinthians

Os processos, parados na Comissão de Ética, envolvendo associados que invadiram a sala da presidência do Corinthians em movimento que objetivava retomar, à força, o poder do clube, seguem sem desfecho, apesar de, em alguns casos, estarem prontos para julgamento há bastante tempo.

Entre os acusados estão Alessandro Ginez, Alexandre Martin, Claudinei Alves, Diego Nunes de Carvalho, Fernando Monteiro Alves, Hamilton da Silva Lima, José Valmir da Costa, Luiz Soriano, Marcelo Luiz Favretto, Marcos Ragazzi, Renan Bohus da Costa, Ricardo Jorge, Ricardo Rodrigues Namen, Robson Marcolino Martins e Viviane Vicente.

O relator dos casos é o promotor de Justiça Dr. Édivon Teixeira Junior.

A situação causa estranheza porque os processos relativos aos conselheiros, participantes do mesmo episódio, avançaram para a fase de julgamento, enquanto os procedimentos envolvendo associados — que possuem menos formalidades estatutárias e sequer dependem de apreciação do Conselho Deliberativo — permanecem sem decisão.

Como explicar?

Segundo relatos de bastidores, os procedimentos estariam “engavetados” em razão de um acordo político envolvendo Osmar Stabile — justamente o presidente que seria alvo do golpe, o que evidencia o grau de promiscuidade da articulação —, lideranças do grupo “União dos Vitalícios”, com o nome de Fran Papaiordanou citado, além do desembargador Ademir Benedito, do agente de jogadores Fernando Alba e do advogado Luis Bussab, ligados, respectivamente, à “Renovação e Transparência” e ao Centrão.

O objetivo seria proteger associados vinculados aos três grupos, muitos deles atualmente engajados nas campanhas de seus respectivos pré-candidatos à Presidência, além de detentores de informações sensíveis sobre os bastidores do clube.

Os protegidos Valmir Costa e Claudinei Alves, personagens de participação relevante na gestão Augusto Melo, dispensam apresentações, tamanha a folha corrida nos bastidores da bola.

Outras “celebridades” do episódio são Marcos Ragazzi, apontado como principal mentor do movimento; Alexandre Martin, então sócio e chefe da segurança do Corinthians — contratado pela empresa Kiara, investigada pela Polícia Federal —; além de Fernando Monteiro Alves, acusado de estelionato e alvo de diversas denúncias internas, inclusive formuladas pelos próprios primos, Adriano e Duílio “do Bingo”, entre elas suspeitas de participação em esquema envolvendo camarotes.


OUTRO LADO

Resposta de Fran Papaiodanou:

Bom dia Paulinho !!

Não tenho nenhuma interferência, e em nenhum momento conversei com ninguém da ética sobre nenhum assunto.

Sou a favor de que igualmente todos os envolvidos na invasão sejam legalmente julgados pela ética e pelo conselho, coisa que já deveria ter sido feita com maior rapidez!

Também não admito citarem meu sem minha anuência e meu conhecimento !

Grato

Fran Papaiordanou!

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