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O perigoso “nacionalismo” tomou conta das manifestações

O que se viu ontem, nas principais ruas do Brasil, demonstra claramente que a “origem” das manifestações, predominantemente de classe média, está afetando o resultado final de todo o movimento.

Segundo o DATAFOLHA, 77% dos manifestantes, a princípio, possuíam nível universitário.

Gente que, embora do povo, raramente se importa com os menos favorecidos.

Porém, com o desenrolar das passeatas, a diferença foi diminuindo, com a adesão dos populares mais humildes.

Parecia, de fato, que a população desempenhava nas ruas o verdadeiro sentido da democracia, exercendo o direito de não gostar de partidos, de protestar contra o Governo, políticos, etc.

Na penúltima passeata, o clima “estranho”, bélico, diria, começou a modificar nossa avaliação sobre o assunto.

Nitidamente os discursos passaram e ser discriminatórios, com viés nacionalista, recheado de atos de vandalismo e, de maneira preocupante, com adesão até dos menos favorecidos, que talvez, por nada entenderem do que estava acontecendo, deixavam de perceber que pisavam em areia movediça.

Ontem, a máscara caiu por completo.

Partidos políticos foram impedidos de se manifestar, a imprensa, de trabalhar, e os próprios universitários, que eram tratados como líderes da manifestação, foram expulsos por gente que passou a discursar, sem esconder o rosto: “somos nacionalistas”.

Hitler, a essa altura, vibrava no inferno.

O que sobrou dos que se manifestaram ontem foram pequenos grupos de fascistas, disfarçados de democratas, dando ordens em populares que, indignados, mas sem o menor conhecimento de causa, nem história, acreditam estar protestando corretamente.

Não estavam.

O povo brasileiro, embora com boa vontade, bravura e diversos motivos para exercer seu direito democrático de indignação e protestos, tem que continuar lutando, saíndo às ruas, exigindo seus direitos.

Mas há de se ter enorme cuidado para não escorregar nas cascas de banana jogadas ao longo do percurso por aqueles que escondem suas reais intenções, dizendo o que todos querem escutar no momento da indignação, mas sem atitudes condizentes com o discurso realizado.

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