Corinthians segue tratando seu histórico basquete com desprezo

O desprezo da gestão Osmar Stábile pelo basquete do Corinthians, que quase foi encerrado pelo mandatário, tem novo capítulo lamentável ocorrendo neste momento.
A delegação que viaja ao Equador para disputar a Liga Sul-Americana foi dividida em três voos diferentes, consequência da compra tardia das passagens.
Um dos grupos enfrentou cerca de 22 horas de viagem e chegou ao destino nesta quarta-feira (7).
Outro tem chegada prevista apenas para quinta-feira, por volta das 11h.
Um terceiro, até a manhã desta quarta, ainda nem havia deixado o Brasil.
Tudo isso para uma equipe que estreia na sexta-feira (9) em competição continental.
O Corinthians enfrentará, em apenas três dias, CD Jorge Guzmán, do Equador, Nacional, do Uruguai, e Regatas Corrientes, da Argentina.
Os dois primeiros colocados avançam às quartas de final.
Enquanto os adversários podem preparar normalmente suas equipes, o Corinthians desembarca aos pedaços.
Loja está a mais de 2 mil metros de altitude, circunstância que torna descanso, adaptação e preparação física ainda mais relevantes.
Não se trata de desrespeitar uma modalidade qualquer dentro da história do Corinthians.
O Timão conquistou três Campeonatos Sul-Americanos, em 1965, 1966 e 1969; quatro títulos brasileiros, em 1965, 1966, 1969 e 1996; e nada menos que 14 Campeonatos Paulistas.
Em 1966, foi vice-campeão do primeiro Mundial Interclubes.
Pela camisa alvinegra passaram gigantes da história do esporte brasileiro, como Wlamir Marques, Amaury Pasos, Ubiratan, Rosa Branca, Edvar Simões e, anos depois, Oscar Schmidt.
Em novembro de 2025, a gestão decidiu congelar as equipes de basquete do Corinthians para 2026.
Depois da reação provocada pelo anúncio do fim e da mobilização em torno da modalidade, o time permaneceu, chegou à semifinal do NBB e garantiu presença nesta temporada.
Stabile, porém, passou a faca no orçamento.
Os gastos projetados caíram de R$ 11,8 milhões para R$ 6,6 milhões, redução de R$ 5,2 milhões, ou 44%.
Curiosamente, há dinheiro, cargos e disposição política para preservar estruturas do Parque São Jorge que somente prejudicam o Corinthians.
Para o basquete, que disputa campeonato nacional, representa o clube internacionalmente e carrega quase um século de história, falta, além de respeito, até planejamento para comprar passagem de avião.

