O exemplo das recordistas do Canal da Mancha

Ontem (22), um recorde sul-americano que perdurava havia 33 anos na travessia do Canal da Mancha foi quebrado pela campeã olímpica Ana Marcela Cunha.
Ela completou os 42,9 quilômetros do percurso, que liga a França à Grã-Bretanha, em impressionantes 8 horas, 25 minutos e 29 segundos.
O tempo superou não apenas a antiga marca feminina, mas também a masculina.
A detentora do recorde anterior era Ana Mesquita, com 9h40min00s.
Com a generosidade, a humildade e a decência que lhe são peculiares, Aninha, uma das líderes do grupo Esporte pela Democracia, do qual também fazemos parte, exaltou a conquista de Ana Marcela nas redes sociais:
“Sou ex-recordista! Orgulho ter minha marca batida pela maior de todas!!!”
A medalhista olímpica respondeu:
“Ana, esse feito de hoje só está sendo tão grande pelo seu recorde, que também era histórico e durou 33 anos!!!”
“Obrigada por ter sido também inspiração para que o dia de hoje tivesse sido como foi!!!”
“Foi um grande prazer também ter conhecido você e lido o seu livro em um momento muito importante da minha vida!!!”
Mesquita agradeceu:
“Nossa, eu não estava preparada para esse comentário!”
“Obrigada, Ana! Minha admiração por você não tem tamanho!”
São duas gigantes.
Que a história de vida, pessoal e esportiva, dessas duas Anas vencedoras, em tantos sentidos, sirva de exemplo não apenas para o mundo do esporte, mas para toda uma sociedade que necessita, cada vez mais, de demonstrações de dignidade e civilidade.


