Justiça mantém CBF e Palmeiras réus em ação que julga ataque da facção Mancha Verde

A Justiça de Minas Gerais rejeitou recursos apresentados pela CBF e pelo Palmeiras na ação de indenização movida por Almir Thiago Cunha dos Santos, vítima da facção Mancha Verde.

O processo tem origem na emboscada promovida por integrantes da ‘organizada’ contra torcedores da Máfia Azul, do Cruzeiro, na madrugada de 27 de outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP).

Na ocasião, ônibus que transportavam cruzeirenses foram interceptados, apedrejados e incendiados.

O ataque resultou na morte de José Victor Miranda, de 30 anos, deixou ao menos 17 feridos, entre eles o autor da ação, e, segundo as investigações, teria sido planejado como represália a confrontos anteriores entre as duas torcidas.

Almir Thiago sustenta que os danos sofridos decorreram não apenas da ação da Mancha, mas também de supostas omissões de outros envolvidos, razão pela qual incluiu no polo passivo, além da torcida organizada, a CBF, o Palmeiras, a concessionária Autopista Fernão Dias e outros réus.

Na decisão, a juíza Adriana Garcia Rabelo, da 16ª Vara Cível de Belo Horizonte, afirmou a definição sobre eventual responsabilidade da CBF e do Palmeiras dependerá da instrução processual e será apreciada no julgamento do mérito.

Também foi rejeitada a tese da Casa Bandida de que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela Mancha Alviverde com o Ministério Público de São Paulo afastaria, desde logo, sua responsabilidade.

Segundo a juíza, o documento será examinado juntamente com o restante do conjunto probatório.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.