Dia 19, o rumo político do Corinthians pode mudar

Os desembargadores Ademir Benedito e Guilherme Strenger se juntaram, em ação judicial, ao confesso negociador de sentença Alexandre Husni, numa indecente tentativa, em diversos sentidos, de impedir a votação de alterações importantes no Estatuto do Corinthians.
Deram-se mal.
O juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, validou as reuniões do Conselho Deliberativo realizadas em 29 de abril e 4 de maio de 2026.
Nelas, foram aprovadas mudanças nas normas alvinegras que, agora, no próximo dia 19, serão submetidas à decisão dos associados, em Assembleia Geral.
A mais importante delas, a implementação do voto do Fiel Torcedor nas eleições alvinegras, pode mudar o rumo da política tacanha do Parque São Jorge.
Atualmente, quem dispõe de mais dinheiro consegue comprar os poucos votos existentes e, assim, perpetuar-se no poder.
Com os torcedores entrando no circuito, além de tornar essa prática financeiramente inviável, ficará muito mais difícil manipular a vontade de milhares de eleitores — ou até de milhões, porque a possibilidade de interferir na política alvinegra certamente estimulará a participação de quem, eventualmente, não consegue frequentar os jogos, mas deseja decidir o futuro do clube.
Diante da inexistência, neste momento, de possibilidade legal para a aprovação de uma SAF ou de intervenção judicial, retirar o poder exclusivo das mãos de manipuladores e manipulados, no contexto de clube social, pode representar o início de outras mudanças.
Alterações que ainda não foram aprovadas, mas que terão possibilidades maiores de avançar após novas discussões que, provavelmente, ocorrerão no Conselho Deliberativo.
Urge uma mobilização pela democratização do voto no Corinthians.
E que, junto a esse avanço, passe também a votação em dois turnos para Presidente, também importante para que o desejo da maioria, de fato, prevaleça no ambiente alvinegro.

