Contas que o Corinthians pode aprovar hoje foram objeto de impasses com auditoria externa

Na última semana, o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan, em ato reprovável, tentou aprovar as contas do clube, em reunião do Conselho Deliberativo, sem fornecer aos conselheiros as planilhas que detalhavam, em parte (nunca o suficiente), as entradas e saídas de recursos.
Por reclamação de Antonio Craveiro, o encontro foi, após iniciado, adiado, até que todos pudessem ter o mínimo de material para acompanhar a explanação.
Um vexame.
Hoje o clube retomará a reunião de onde parou, porém, com novas informações, nada abonadoras, que foram ocultadas, a princípio, por Piovesan, que alegou não ter enviando o material por falta de tempo, após mudança de metodologia na confecção do balanço.
Em verdade, a alteração divulgada pelo departamento financeiro alvinegro não foi espontânea, como sugerido, mas fruto de embate de idéias e procedimentos com a empresa responsável pela auditoria externa, que tratou o método anterior como intransparente e manipulador.
Espera-se que conselheiros abram questionamentos para esclarecer quais teriam sido essas “diferenças” e porque o clube decidiu mudar o procedimento.
Outra situação a ser perguntada é a do não pagamento da parcela de R$ 5 milhões com a CAIXA, proveniente de intermediação com o BNDES, que o diretor financeiro, descaradamente, diz estar “sob controle”, alegando aguardar renegociação com o credor.
É contar com o ovo, improvável, no excretor da galinha.
Mal sinal para Piovesan, que entrou na diretoria como esperança de moralidade, amenizou, de fato, sangrias de períodos anteriores, mas, com o tempo, parece ter encampado hábitos de uma gestão marcada por discursar transparência e entregar obscuridade.
