Palmeiras e o VAR de Leila Pereira

Detentora da quinta maior fortuna entre as mulheres do Brasil, Leila Pereira, proprietária da CREFISA e sub judice no caso da FAM, utilizará dinheiro do Palmeiras para bancar a implementação da tecnologia de impedimento semiautomático na Arena Barueri, estádio do qual também é proprietária.
A justificativa é a de que o local se tornou a segunda casa do Palmeiras.
É ali que o clube manda suas partidas quando não pode utilizar seu estádio, em razão do contrato com a WTorre, que prevê prioridade para a realização de shows.
Resta saber: quem definiu a Arena Barueri como “casa reserva” do Palmeiras?
A quem interessa essa decisão?
O clube não poderia mandar seus jogos em outro estádio que já dispusesse da tecnologia exigida?
Com o sistema instalado, a Arena Barueri poderá ser alugada e gerar receitas em partidas de outros clubes, como o Santos, que frequentemente busca atuar na capital paulista, o São Paulo, quando o Morumbi também estiver indisponível por conta de espetáculos, além de outras equipes do Campeonato Brasileiro.
A partir da 20ª rodada, a CBF permitirá a realização de jogos apenas em praças equipadas com a tecnologia.
O fato é que, enquanto a família de Leila — provavelmente com a participação da própria empresária — injeta recursos no Vasco da Gama, clube de coração da dirigente, o Palmeiras vê seu caixa ser utilizado para custear um empreendimento que não lhe pertence, que poderia ser absorvido, sem qualquer dificuldade financeira, pela própria cartola.

