Neymar foi poupado, mas não se poupou

Curtindo a vida adoidado, embora oficialmente em período de recuperação após o desgaste de ter disputado menos de uma partida inteira na Copa do Mundo, Neymar, com os bolsos recheados pelo astronômico salário acertado com o Santos, preferiu disputar profissionalmente o BSOP (Brazilian Series of Poker) Winter — etapa do Campeonato Brasileiro de Poker — a viajar para a Venezuela a fim de defender o clube pela Copa Sul-Americana.
O popstar sabe que não haverá consequências.
Dirigentes e torcedores, corneados, manterão as regalias habituais e gritarão seu nome no estádio, mansos que são.
A vitória por 4 a 1 sobre o varzeano Universidad Central servirá para minimizar o deslize.
Enquanto existirem idiotas nas arquibancadas e bandidos no mundo da cartolagem, o futebol será apenas um detalhe.
Os que lucram com Neymar seguirão, como ele, contando dinheiro.
Custeados, é claro, por aqueles que deixam de almoçar para comprar ingressos para o “show” do craque, como o que deverá ocorrer, caso de fato não surja compromisso mais interessante, contra a fraquíssima Chapecoense.

