O ‘fruto’ do casamento da imunda FIFA com o corrupto Trump

A FIFA decidiu anular a suspensão automática do atacante Balogun, dos Estados Unidos, utilizando uma interpretação peculiar do artigo 27 do Código Disciplinar, raramente aplicado.
Horas depois, Donald Trump agradeceu publicamente à entidade pela “correção da injustiça”.
Paralelamente, veículos internacionais noticiaram que o presidente americano havia pedido pessoalmente a Gianni Infantino que revisasse a punição.
É de uma imoralidade absoluta.
Não é a primeira.
Em 1962, o Brasil se beneficiou de uma manobra que permitiu a participação de Garrincha na final da Copa do Mundo, apesar de o ponta ter sido expulso na semifinal, o que, por óbvio, facilitou a conquista do bicampeonato.
O tempo passou, e a FIFA não se emendou.
Na verdade, conforme demonstram os acontecimentos posteriores, piorou.
Infantino passou os últimos anos bajulando Donald Trump.
Participou de eventos na Casa Branca, multiplicou elogios ao presidente americano e transformou uma relação institucional em demonstrações públicas de amizade — se é que se pode tratar assim uma aproximação entre pessoas desse tipo de caráter.
Daí para o acinte de livrar a seleção anfitriã de uma punição foi um passo.
A Copa do Mundo, esportivamente, está comprometida.
Quem cumpriu suspensão por expulsão antes deste episódio foi prejudicado.
Não haverá como exigir que qualquer outra seleção aceite que um jogador expulso cumpra suspensão na partida seguinte.
O desmoralizado cartão vermelho valerá, portanto, apenas para o dia em que for aplicado.
Era previsível.
O que mais poderia ser esperado de uma Copa organizada por duas das figuras mais nefastas do futebol mundial e da política internacional?
E nem se deram ao trabalho de disfarçar, tamanha é a certeza da impunidade.

