Dono informal do Corinthians nas garras da lei

A Kalunga, que tem como proprietário Paulo Garcia, conselheiro do Corinthians, é investigada pelo Ministério Público por fraude de aproximadamente R$ 37 milhões em ICMS, no âmbito de um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Segundo a apuração, Hélio Antonio, gerente fiscal da empresa — que se apresentava como controller —, teria contratado auditores fiscais para acelerar e viabilizar ressarcimentos irregulares.

O esquema também envolveu servidores da Delegacia Regional Tributária de Osasco, que teriam atuado de forma decisiva para o reconhecimento indevido de créditos tributários.

Na Kalunga, Hélio é subordinado a Emerson Piovesan, diretor financeiro do Corinthians.

Nenhum deles, por óbvio, deve ter agido sem a anuência de Garcia.

Informações indicam que o desvio aos cofres públicos pode ter sido ainda maior, amparado em manobras semelhantes envolvendo outros tributos.

Haveria, ainda, confusão financeira entre recursos da Kalunga e da ELENKO Sports, de Fernando Garcia, irmão de Paulo, também atuante em Parque São Jorge.

É esse tipo de gente que, há anos, comanda o destino do Corinthians.

Osmar Stabile, presidente do clube, não vai ao banheiro sem a permissão do empresário.

Na Kalunga, oficialmente, Paulo Garcia ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração.

Piovesan é o vice-presidente, além de coordenador do Comitê de Auditoria, que, como observado pelo MP-SP, não estaria operando como deveria.

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