O discurso golpista de Leila Pereira

Após idas e vindas em seus pronunciamentos sobre a possibilidade de um terceiro mandato no Palmeiras, Leila Pereira, às vésperas de uma final de Libertadores, aproveitou o momento para, enfim, retirar a máscara:
“Tem uma corrente no Palmeiras — e isso é um furo de reportagem — que pensa, e algumas pessoas já me procuraram, em nós alterarmos o estatuto para ficar mais um mandato. Quem sabe.”
“Mas aí outros dizem que não, que não pode, que é golpe. Que golpe é esse?”
“Você alterou o estatuto democraticamente.”
“Se o associado diz que sim, e eu gostaria de continuar mais um… Só mais um.”
Quase nada do que disse a cartola corresponde à verdade.
Não se trata, como alegado, de “furo de reportagem” — a imprensa já abordou esse tema diversas vezes.
A “corrente” no Palmeiras chama-se Leila Pereira.
Respondendo ao questionamento “que golpe é esse?”, cabe desenhar à cartola que mudar as regras do jogo durante a partida é considerado golpe em qualquer campo da sociedade.
O Palmeiras não pode se deixar levar pelos caprichos de sua presidente.
