Documentação de estádio do Corinthians está irregular

O Blog do Paulinho teve acesso às certidões e a toda a documentação imobiliária do estádio de Itaquera — incluindo o terreno cedido pela Prefeitura ao Corinthians.
Desde 19 de fevereiro de 2014, consta inscrito o repasse da cessão de uso do imóvel, formalizado pelo clube à BRL Trust, embora a empresa não mantenha mais negócios nem com o Timão nem com o Arena Fundo, responsável pela administração financeira do empreendimento.
Trata-se de uma irregularidade.
A cessão do terreno deveria estar registrada em nome da REAG, que assumiu a função anteriormente exercida pela BRL.
O Estado e a Caixa, em tese, estão sendo induzidos a erro.


Há outro fato, devidamente documentado, que sugere possível fraude processual.
Em 22 de junho de 2023, na mesma época em que o Corinthians, no mês seguinte, substituía a BRL pela REAG — acusada de lavar dinheiro do PCC —, a matrícula do imóvel do estádio recebeu a prenotação de duas indisponibilidades de bens do clube.
Ambas têm origem em ações trabalhistas: a primeira, de 2009, tendo como credor Marcos Roberto Fernandes; a segunda, movida pelo segurança Gilberto Celestino de Oliveira.

O que isso significa?
Notificado judicialmente, o Corinthians tinha ciência de que, ao romper com a BRL, não poderia inscrever a REAG em seu lugar.
Se a nova empresa, mesmo sem constar na matrícula, atua de fato como se tivesse recebido a cessão — explorando receitas, administrando e gerindo espaços —, o caso pode configurar simulação.
Nessa hipótese, a Justiça poderia interpretar que houve uma transferência disfarçada, em violação à indisponibilidade.
A consequência seria o enquadramento como fraude à execução, ilícito de natureza processual.
Há, inclusive, a possibilidade de a BRL Trust pleitear reparações financeiras.
Enquanto permanecer na escritura, a ex-parceira segue figurando como cessionária formal dos direitos do Corinthians, mesmo sem atuar na prática, o que gera riscos tanto para ela — responsabilidade aparente, sujeição a litígios — quanto para o clube.
Mais um problema originado na gestão Duílio “do Bingo”.
Neste caso, agravado pela confissão de dívida de R$ 106 milhões — antes negada pelo clube —, pela contratação de auditoria com sócio integrante do contrato social da REAG e pela não apresentação, até o momento, dos balanços de 2024 e 2025.
Situação que pode originar sanções ao Arena Fundo e, por consequência, ao Corinthians.
O presidente Osmar Stabile foi informado de todas essas irregularidades e, ao Blog do Paulinho, prometeu adotar providências.


Sou sócio remido desde 1974 quando adquiri o título, pois bem, para que serve esses conselheiros, que nunca fiscalizou os atos das diretorias, segundo consta só teve irregularidades. Caso de polícia.!!