Sucesso do PSG joga luz sobre a mediocridade do treinador brasileiro

Campeão europeu ao golear a Inter de Milão na final da Champions, além de finalista da Copa do Mundo após outra chuva de gols diante do Real Madrid — o que o torna favorito diante do Chelsea na decisão do torneio —, o PSG demonstra ao mundo que é possível jogar bonito em meio ao futebol eficiente.
Assinalou 16 gols em seis partidas, sofrendo apenas um — do nosso Botafogo —, ainda assim em uma fase em que poupava atletas, inclusive na escalação, na primeira etapa da competição.
Evidentemente, o mérito é de Luiz Henrique.
O PSG mantém a coesão do conjunto independentemente de quem esteja em campo.
A diferença individual potencializa o coletivo, tornando-o ainda mais forte de acordo com as características dos jogadores.
Uma aula.
Na Europa, existem ainda outros gênios, como Guardiola, por exemplo.
No Brasil — e na América Latina —, não há nada que se assemelhe.
Algum dia haverá?
Enquanto persistir, por aqui, o rodízio de treinadores — sempre os mesmos —, amparados na covardia de cartolas que não ousam dar oportunidade a novos profissionais, pouca coisa mudará.
A certeza do emprego futuro — quase sem concorrência — desestimula o aprendizado.
O Brasil está na era das cavernas, sem perspectiva de evolução a curto prazo quando se fala em treinadores de futebol.
Não à toa, os estrangeiros que chegam por aqui — ainda que sem mercado em seus países ou continentes de origem — nadam de braçada diante da mediocridade reinante desde as categorias de base das agremiações.
