A canalhice dos cartolas da Chapecoense

A Chapecoense ofertou a seus credores, em meio à recuperação judicial, pagar apenas R$ 10 milhões, à vista, dos R$ 224 milhões devidos pelo clube.
Os que não aceitarem terão que receber a pendência, que já havia sido diminuída (pela Recuperação Judicial) para R$ 33 milhões, a conta gotas.
Seria do jogo não fosse a inclusão dos familiares dos mortos do famoso acidente aéreo entre os credores.
Daí, torna-se canalhice.
Que a Chape negocie suas pendências com empresas que arriscaram-se a fornecer produtos e serviços para a agremiação é um problema das partes, que resultará, no futuro, em problemas de crédito para a entidade.
Quem arriscará novamente?
A questão dos parentes das vítimas é bem diferente.
Trata-se de causa humanitária.
Quanto a Chape embolsou no período da tragédia, e também após, sem destinar um centavo sequer aos prejudicados?
O correto seria desmembrar os familiares da lista de credores que serão enganados pela agremiação.
A estes, pagar corretamente, até o último centavo.
Faltou decência aos dirigentes do passado, situação que, ao que parece, perdura entre os atuais.

Nem um dirigente punido..
Trabalhadores e jogadores, com salários a receber.
Concordo que deveriam separar as dívidas de relações comerciais com os salários e indenizações do acidente.