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Os patrocínios de Jorge Kajuru

Há dois meses, em seu depoimento na CPI do COVID, o esperto Luciano Hang, dentre as poucas verdades respondidas, entregou de bandeja um estranho pedido de ‘patrocínio’ do Senador Jorge Kajuru, formalizado por email.

Por razões conhecidas, somente agora conseguirei comentar.

O gabinete do parlamentar é bancado com recursos públicos, ou seja, nosso dinheiro, sendo desconhecida aplicação lícita para entrada de dinheiro diversa da oficial – principalmente de origem particular.

Kajuru, até certo momento, escorou-se na deformada popularidade de Jair Bolsonaro, o que, muito provavelmente, abriu-lhe as portas para, ousadamente, socorrer-se dos que bancaram o atual projeto de poder.

Coincidentemente, opiniões de uns sobre os outros, entre os citados, alteraram-se, talvez após o dinheiro não ser liberado.

Não se trata, propriamente, do primeiro caso de ‘patrocínio’ estranho que cerca o nome do Senador.

Tempos atrás, Kajuru foi flagrado em grampo da Polícia Federal, de viva-voz, pedindo ‘ajuda’ ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, que o tratou, em artigo publicado pela mídia, como achacador profissional.

Em defesa, o senador disse que se tratava de ‘patrocínio’ – mesmo termo utilizado pelo afamado ‘Véio da Havan.

Obviamente, em todas as datas, Kajuru deveria conhecer o comportamento daqueles a quem pediu guarida financeira, e, principalmente, a incompatibilidade dessas aproximações com o apregoado discurso de jornalista ou político de reputação ilibada.

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