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Os tristes anos de Nuzman

Carlos Arthur Nuzman infelicitou o Comitê Olímpico Brasileiro por longos 22 anos (1995 a 2017), período em que ceifou sonhos diversos de atletas renomados e potenciais talentos, numa política que privilegiava a boa vida da cartolagem em detrimento das necessidades do desporto nacional.

Como ressarcir tamanha desgraça?

Ontem, a 7º Vara Federal Criminal decidiu condená-lo a quase 31 anos de prisão pela acusada interveniência num propinoduto que teria garantido a realização das Olimpíadas no Brasil.

Em tese, se mantida a sentença em instâncias superiores, supondo que o cartola estará apto fisicamente (completará 80 anos em março de 2022), Nuzman passaria perto de 05 anos em regime fechado e outros quatro em semi-aberto para, então, ter direito a alguma liberdade.

Na realidade, com dinheiro suficiente para protelar a execução da pena, é pouco provável que a punição ultrapasse o âmbito da prisão domiciliar – que não é, por óbvio, um local desassistido por luxos.

Ou seja, o crime compensou.

Ao menos, nesse mundo cercado de péssimos exemplos, a condenação do cartola servirá para eliminar de seu prontuário o currículo fantasioso que, por anos, parte da imprensa ‘parceira’ ajudou a propagar.

Nuzman é isso aí.

E, conhecendo sua vaidade, talvez a devida má-fama – que, por décadas, tentou esconder entre mentiras diversas – sirva para impor-lhe algum sofrimento.

Sua principal vítima, o esporte, sobreviveu, mas terá que recuperar o tempo perdido em meio aos ataques de discípulos morais do dirigente que ainda infelicitam, impunes, os bastidores do COB.

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