Justiça anula punição a oposicionista do São Paulo por cerceamento de defesa e diversas outras arbitrariedades

No último 28 de dezembro, o ex-conselheiro do São Paulo, Newton ‘do Chapéu’, foi apenado, em reunião do Conselho Deliberativo, a 120 dias de suspensão.
A acusação seria a de ter vazado documentos internos a blogs de torcedores e grupos de whatsapp.
Chapéu alega diversas irregularidades no processo administrativo, entre as quais cerceamentos diversos de defesa e o fato de, na condição de simples associado (perdeu as eleições do Conselho), ter sido julgado como conselheiro.
Nessa linha de defesa, na última segunda-feira (11), Newton ingressou com ação judicial contra o São Paulo, solicitando liminar e anulação dos atos que o levaram a julgamento.
O Tricolor, mesmo sem citação, entrou no processo em 12 de janeiro, pedindo prazo para se defender.
Por conta desse entrave, a juíza Mônica Lima Pereira, da 2ª Vara Cível do Butantã, indeferiu a antecipação de tutela, sob alegação de que não houve, a princípio, flagrante descumprimento do Estatuto do São Paulo.
Na última semana, o mérito foi julgado.
A Justiça anulou todo o processo interno do clube contra o conselheiro por flagrantes descumprimentos de procedimentos, cerceamento de defesa e demais arbitrariedades.
O caso deverá servir agora de base para reversão de punições semelhantes que estão ocorrendo no clube nos últimos meses, fruto de uma política nitidamente voltada, com a conivência da presidência do Conselho, à falta de transparência e eliminação do contraditório.
