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Suicídios de Biografias no Corinthians

Osmar Stabile e Paulo Garcia

Anteontem, em reunião histórica, os conselheiros do Corinthians reprovaram as contas de 2019 da gestão Andres Sanches, possibilitando não apenas argumentações para livrar o clube de punições do PROFUT, mas também investigações mais profundas sobre as ações do dirigente.

Houve, porém, no mesmo encontro, alguns suicídios de Biografias, embora várias delas já estivessem, há algum tempo, respirando por aparelhos.

Paulo Garcia, dono da Kalunga, não votou, evitando assim contrariar os interesses do irmão Fernando, que é sócio do ex-presidente avaliado.

Outro ausente foi Edgard Soares, que batalha para ingressar nos negócios do estádio de Itaquera, razão pela qual, ao que parece, preferiu não se indispor com os atuais gestores.

Herói Vicente, atual diretor jurídico do Corinthians – apesar de eleito com discurso oposicionista – teve autorização (ele nega), assim como os demais diretores do clube, para votar, mas preferiu não fazê-lo.

‘Comportamento ético’ foi a desculpa utilizada, segundo seus pares, para a ausência, o que não deixa de ser contraditório para quem se juntou a um grupo a quem tratava, meses antes, como se fosse facção criminosa.

Muitos de sua chapa, ouvidos pelo blog, acreditam que o medo de, em votando, precisar aprovar as contas – em confronto com promessas anteriores – motivou a omissão do advogado.

Ao Blog, Vicente declarou:

“Existe disposição estatutária expressa que proíbe”

“Não fui autorizado e não poderia ser”

Osmar Stabile aprovou tanto as contas de 2019 quanto as de 2020, aprofundando-se no ostracismo político que já frequentava.

Outros, entre os ex-oposicionistas mais conhecidos, que deram aval aos possíveis crimes cometidos por Andres Sanches, apesar de tudo o que se sabe sobre ele, foram Sérgio Scarpelli – para vergonha dos que lutaram, no passado, pela Democracia Corinthiana, Ronaldo Giovanelli, Antonio Rachid, Carla Dualib e Jorge Kalil.

Provavelmente por equívoco, Pedro Fabiano não votou nas contas de 2019, mas reprovou as de 2020.

Outro questionamento entre os oposicionistas foi o fato de, na primeira votação, existirem 132 manifestações contrárias às contas de 2019, mas apenas 124 nas de 2020, o que facilitou a aprovação, posterior, de balanço semelhante.

Oito votos a menos.

Em apuração, o Blog do Paulinho descobriu movimentações interessantes entre os conselheiros.

Justamente oito deles votaram pela reprovação das contas de 2019, mas sumiram e não se manifestaram nas de 2020.

Co-responsáveis ou irresponsáveis, na avaliação de alguns, pelo atendado mais recente às finanças do Corinthians.

São eles: Waldemar Pires, ex-presidente da Democracia Corinthiana, Marcos Ribeiro Caldeirinha, Angel Lopes Abad, Carlos Eduardo Garcia de Miguel, Eloizio Martin Pagani, Julio Kahan Mandel, Marcelo Fernandes Atala e Ruy Marco Antonio Filho.

Outros dois, Tadeu Rodrigues Sanchis e Richard de Paula Oliveira, reprovaram as contas de 2019, mas aprovaram as de 2020.


Abaixo a íntegra das relações dos conselheiros que votaram nas contas de 2019, 2020 e também no orçamento 2021

Votação contas 2019

Votação contas 2020

Votação orçamento 2021

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