Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“É preciso saber lutar como um leão, mas lutar por sonhos que valham a pena”

Roberto Shinyashiki – é um psiquiatra e empresário brasileiro

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Culpado

1

Indiretamente, debito ao “latinha esculpida nos ombros” da “pulissa” fardada do estado de São Paulo, atual presidente da CA-CBF, a covarde agressão ao árbitro Marcos Mateus Pereira (CBF-1-MS), perpetrada por um dos defensores da equipe campineira, quando da disputa: Boa-MG 3 x 0 Guarani-SP, realizada no sábado 05/11, que definiu o Campeão da Série C do Brasileirão 2016

Conhecedor

Meu opinar está baseado em informações sobre o baixíssimo nível técnico/disciplinar apresentado pelo assoprador de apito quando de sua passagem nas divisões inferiores dos campeonatos paulista, ocorrida na longínqua e nefasta administração na presidência da CA-FPF

Extrapolou

Não perdendo a oportunidade, Arthur Alves Junior, improvisando autocritica, vez que, fatos parecidos seguramente, ocorreram quando de sua estada na condição de mandachuva da CA-FPF; referindo-se ao ocorrido o site da entidade estampou:

“Presidente do SAFESP decreta LUTO para o futebol brasileiro”

Lava Jato

Por esta e outras incongruências, sou convicto, que a parte decente do MP, assim como, dos magistrados, se estimulem da Urgência de uma operação na CBF, federações, notadamente, FPF, desde os tempos do “imaculado” Eduardo José Farah, até a atual gestão de seu semelhante Reynaldo Carneiro Bastos, sequencialmente, em todas as entidades representativas dos árbitros de futebol e demais categorias de classes

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34ª Rodada do Brasileirão – 2016

Sábado 05/11

São Paulo 4 x 0 Corinthians

Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ESP/SE)

Item Técnico

Não existiu a incrível e incompreensível penalidade máxima que marcou a favor do São Paulo, no momento que de posse da redonda, o são-paulino Kelvin, aguardou o toque na bola do corintiano Fagner, para malandramente, se jogar ao solo e cavar a falta, que, pós-cobrança, originou o primeiro tento de sua equipe

Item Disciplinar

03 amarelos para são-paulinos e 04 aos corintianos, dentre estes:

– Rodriguinho, que, deveria ter sido expulso por ter dado um pontapé no oponente Cueva

– Minutos após, com a redonda fora de campo, o corintiano Rodriguinho, maldosamente, atingiu o são-paulino Wesley

Remato

Pra ser ruim! Tem que melhorar e muito

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Domingo 06/11

Ponte Preta 1 x 2 Santos

Árbitro: Bráulio da Silva Machado (ASP-FIFA-SC)

Item Técnico

Acertou por ter sinalizado a penalidade máxima cometida por David Braz, defensor santista, no oponente Wendel, que originou o gol da equipe campineira

Item Disciplinar

01 cartão amarelo para defensores de cada equipe

No todo

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (FIFA-PE)

Item Técnico/ Disciplinar

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

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Política

Os esclarecimentos de Moro

2

Motivado, segundo suas próprias palavras, pela necessidade de “prestar alguns esclarecimentos”, o juiz Sérgio Moro, principal responsável pelos julgamentos dos réus da Lava Jato na primeira instância, deu uma importante entrevista a Fausto Macedo e Ricardo Brandt, do Estado, na qual afirmou que o foco da Lava Jato “não tem sido propriamente o caixa 2 de campanhas eleitorais, mas o pagamento de propinas na forma de doações eleitorais registradas ou não registradas, ou seja, crime de corrupção”. Esse era o esclarecimento que se fazia mais necessário ante a perspectiva de se confundir uma situação que envolve indistintamente todos os partidos políticos – o financiamento eleitoral com dinheiro de empresas – e o crime de corrupção disfarçado de doação eleitoral efetuada por empreiteiras para partidos, em especial os que estavam no governo.

Nunca é demais enfatizar a clara diferença entre uma coisa e outra. No primeiro caso, partidos da situação e da oposição eram, até pouco tempo atrás, fartamente financiados por empresas muito interessadas em eventuais favores que seus financiados pudessem fazer uma vez eleitos. Tratava-se, obviamente, de captura do poder político por pessoas jurídicas – que, por definição, não são eleitores –, razão pela qual a prática foi felizmente abolida pelo Supremo Tribunal Federal. A despeito do caráter evidentemente nocivo para a democracia, não havia crime nessa prática.

Mesmo assim, em tempos de escandalosas delações e de pânico generalizado sobre novas listas de políticos e partidos eventualmente envolvidos na Lava Jato, corre-se o risco de considerar todos os beneficiários de doações eleitorais de empreiteiras como sendo partes integrantes do esquema criminoso genericamente chamado de “petrolão”. Ora, se assim fosse, não restaria pedra sobre pedra no sistema político-partidário nacional – situação que interessaria àqueles que efetivamente têm culpa no cartório, isto é, que receberam propina, pois essa interpretação igualaria a todos.

Ciente de que se trata de situações muito diferentes, o juiz Sérgio Moro disse que o foco da Lava Jato é apenas o “pagamento de propinas na forma de doações eleitorais registradas ou não registradas, ou seja, crime de corrupção”. Esse pagamento, conforme enfatizou o magistrado, só poderia ter sido feito a “agentes políticos que pertenciam à base de sustentação do governo”, pois eram os partidos destes que “davam suporte à permanência daqueles agentes da Petrobrás (envolvidos no esquema) em seus cargos”.

Vem em boa hora esse esclarecimento de Moro, para que se frustrem as artimanhas dos encalacrados na Lava Jato, especialmente os petistas, ansiosos para provar que são “perseguidos” por aquele juiz e pela força-tarefa da operação. Ora, como afirmou Moro, “se havia uma divisão de propinas entre executivos da Petrobrás e agentes políticos que lhes davam sustentação, vão aparecer (nas delações) esses agentes que estavam nessa base aliada”.

A lógica cristalina dessa resposta, que não embute nenhum juízo de valor político-partidário ou ideológico, revela o equilíbrio que se espera do magistrado que hoje é a referência da mobilização da sociedade contra a corrupção. Sem deixar de expressar sua indignação com as práticas deletérias que a Lava Jato está ajudando a revelar ao País, especialmente a reiteração dos crimes mesmo durante a fase em que estes já estavam sendo investigados e punidos, Moro enfatizou diversas vezes ao longo da entrevista que as medidas mais duras, como as prisões, só são adotadas quando plenamente fundamentadas – e, em todo caso, “existe um sistema dentro do Judiciário que propicia que minhas decisões sejam eventualmente revistas por instâncias recursais ou superiores”. Como a grande maioria das decisões de Moro tem sido mantida, isso significa, conforme disse o juiz, “que está havendo uma aplicação correta da lei”.

Nota-se, nas palavras de Moro, a segurança de quem conhece suas responsabilidades e seus limites. Declarou que “jamais” será candidato a nada, disse considerar “passageiro” o apoio da opinião pública a seu trabalho e que a Lava Jato não se presta à “salvação nacional”. No máximo, toda essa operação “pode auxiliar a melhorar a qualidade da nossa democracia”. É o que se espera.

Editorial do Estadão publicado na terça feira 08/11/2016

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Finalizando

“Política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares”

Ambrose Bierce – foi um escritor e jornalista norte-americano

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-12/11/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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