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As regalias, documentadas, de Cueva no Santos e os R$ 2,7 milhões que Duprat cobra na Justiça

Peres, Duprat e Cueva

Através do preposto Rodrigo Ichikawa, vulgo ‘Japa’, Renato Duprat está cobrando, judicialmente, US$ 490 mil pelo comissionamento da intermediação do jogador Cueva, que custou US$ 7 milhões aos cofres do Peixe.

Em valores atuais: R$ 2,7 milhões.

O Blog do Paulinho teve acesso a toda documentação do negócio.

Numa Folha A4, sem timbre do clube, José Carlos Peres, então presidente do Peixe, comprometeu-se a pagar os 7% de comissão, acrescidos de R$ 400 mil, discriminados como ‘luvas’, especificando, ainda, que o salário de Cueva seria de R$ 500 mil mensais, com premiações à parte, ajuda de custo para moradia e passagens aéreas para toda família.

Abaixo, o documento, assinado também por Cueva e Rodrigo ‘Japa’:

O valor das ‘luvas’, estranhamente, não consta no Contrato formal, assinado em 07 de fevereiro de 2019, sugerindo, talvez, possível pagamento ‘por fora’.

A cláusula 1.1 especifica condições para dois acordos: o primeiro válido de 07 de fevereiro de 2019 a 30 de janeiro de 2020 (suposto empréstimo), e o segundo de 31 de janeiro de 2020 até 31 de dezembro de 2022.

Na Cláusula Segunda, que trata sobre salários e bonificações, o Santos coloca R$ 300 mil, dos R$ 500 mil de salários prometidos a Cueva, na ‘CLT”, deixando os demais R$ 200 mil para o contrato de Imagem.

São detalhadas, também, as bonificações:

  • R$ 300 mil mensais (fixos);
  • R$ 300 mil se atuar como titular em 60% das partidas;
  • R$ 100 mil se for o artilheiro da equipe;
  • R$ 150 mil se for artilheiro do Brasileirão
  • R$ 150 mil se for líder de assistências do Brasileirão

O Contrato de Imagem, com previsão de pagamento de R$ 200 mil mensais, foi assinado em 06 de fevereiro de 2019, um dia antes do acordo da CLT.

Existe um erro de digitação que data o primeiro pagamento para ‘2018, quando o correto, por razões óbvias, é ‘2019’:

Apesar de ganhar R$ 500 mil mensais e receber ‘bonus’ generosos, o Santos aceitou pagar R$ 5 mil mensais de ‘auxílio moradia’ a Cueva, além de 05 passagens anuais, de ida e volta, de São Paulo para o Perú:

Na Federação Paulista de Futebol, o contrato foi registrado como de ‘empréstimo’, com salário de R$ 300 mil, sem citação aos direitos de imagem e demais regalias.

A multa contratual para transferência de Cueva a clubes brasileiros ficou em R$ 600 milhões e, para o exterior, R$ 50 milhões:

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