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Sem alvará, Feirinha da Madrugada de Campo Limpo Paulista é acionada na Justiça por calote em devolução de ‘boxes’

Deise e Diego Araujo Agiani

Ontem (15), o Blog do Paulinho revelou que a ‘Feirinha da Madrugada’, prevista para ser inaugurada em 2020 na cidade de Campo Limpo Paulista, ‘subiu no telhado’.

Em ação judicial, Prefeitura de Campo Limpo Paulista evidencia que ‘Feirinha da Madrugada’ não receberá autorização para funcionar

O proprietário, Diego Araújo Agiani, vulgo ‘Di’, diversas vezes indiciado por estelionato, sequer possui alvará de funcionamento.

Apesar disso, dezenas de boxes foram comercializados, antecipadamente, ao preço de R$ 15 mil, tratados como ‘luvas’.

No último dia 10 de fevereiro, uma das vítimas, Luana de Miranda Moreira França, precisou procurar a Justiça para consegui a rescisão de contrato e tentar receber o dinheiro de volta.

O relato dela, enviado ao CEJUSC do Foro de Francisco Morato, é auto-explicativo:


“Eu, Luana de Miranda Moreira, RG. xxxxxxx-7, CPF: xxxxxxx-01, venho por meio deste e-mail, relatar sobre uma compra de um box feita na Feirinha da Madrugada de Campo Limpo Paulista/SP”

“No dia 24/07/2020, que seria inaugurada na segunda quinzena de dezembro, paguei R$15 mil no Box”

“Desde então, não foi inaugurada e eles não nos dão um retorno sobre o ocorrido, tentamos por diversas vezes entrar em contato com o responsável que seria o Sr. Diego Araujo Agiani, a primeira desculpa foi por que não tinha o alvará da prefeitura, e não podia começar a obra devido a isso, aí aguardei um retorno deles e nada, então entrei em contato e consegui conversar com a Sra. Ana Raquel que é responsável por gerenciar algumas compras dos box, ela nos atendeu em Novembro nos informou que a obra iria começar porém ainda não tinha data devido falta de verbas, e isso eu tenho gravado a conversa com ela, passando isso aguardei novamente e nada, então no dia 16/11/2020, entrei em contato para saber o que havia resolvido e me informaram que iriam marcar uma reunião comigo no dia 15/01/2021 então aguardei até esse dia, chegando o dia da reunião informaram que não iria atender devido à pandemia e dos R$ 15 mil pagos me devolveram R$ 1.000,00 mil reais, e marcaram novamente uma outra reunião para o dia 05/02/2021, fui neste dia, chegando lá o responsável que é o Sr. Diego, não compareceu e, também não me deram um retorno do que havia acontecido, então por este motivo, quero abrir uma audiência para que eles possam devolver o meu dinheiro e rescindir o contrato.”


Com as provas anexadas, a Justiça agendou Audiência de Conciliação para o último dia 15 de março, às 10h, através de ‘video-conferência’.

O encontro foi mediado pelo conciliador Ozeas de Oliveira Sousa.

Nele, Diego comprometeu a quitar os R$ 14 mil devidos, que recebeu à vista, em 14 suaves parcelas de R$ 1 mil cada, com primeiro pagamento somente no dia 15 de abril.

Diante do histórico de calotes do ‘empresário’, exposto publicamente no site do Tribunal de Justiça, é grande o risco de Luana ser surpreendida.

Ou seja, neste processo, esclareceu-se que a Feirinha da Madrugada, segundo seus próprios gestores, não possuí documentação, nem recursos para levantar o empreendimento, sugerindo que o dinheiro da venda prévia de boxes, de fato, foi embolsado por Diego Agiani.

E, o que é pior, os que se sentirem lesados somente conseguirão, talvez, receber a quantia paga em adiantamento se procurarem a Justiça, ainda assim sob condições desfavoráveis, evidenciadas nessa postagem.


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