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Gerson, Ramirez, Mano Menezes e o Bahia

Ontem (20), ao tratar o colega de profissão Gerson, pejorativamente, como ‘negro’, o colombiano Ramirez inseriu-se no seleto rol dos que servirão de exemplo para mudanças já em curso na sociedade.

Alterações difíceis de serem digeridas por alguns, como o agora demitido treinador Mano Menezes, que, em vez de admoestar o atleta agressor, jogador de sua equipe, preferiu atacar o agredido.

Comportamento padrão de muitos pais de garotos que acabam por se tornarem monstros ainda em meio à puberdade.

Gerson fez o que lhe cabia e denunciou os preconceituosos.

O Bahia, exemplarmente, também.

Demitiu Mano por uma série de fatores, que incluem incompetência e problemas extra-campo, mas, certamente, levou em consideração o ‘protecionismo’ equivocado.

Depois, preventivamente, afastou Ramirez (até apuração do caso) e pediu desculpas a Gerson.

É assim que tem que ser.

Cortar cada erva daninha que surgir, uma por vez, num trabalho árduo que objetiva erradicar da cultura mundial não apenas a prática explícita do racismo, mas, principalmente, a histórica tolerância com os agressores.

Alexandre Cassiano / Agência O Globo

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Um comentário sobre “Gerson, Ramirez, Mano Menezes e o Bahia

  1. gab0607

    Excelente artigo! E concordo plenamente com a decisão do Bahia em afastar o colombiano Ramirez. Não vai jogar por um bom tempo, mesmo que tenha feito um gol ontem…

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