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A sonegação de impostos do ‘dono’ das categorias de base do Corinthians

Andres Sanches e Jaça

Dentre os diversos crimes imputados (contravenção penal ligada ao ‘Jogo de Bicho’, estelionato, etc.) ao conselheiro do Corinthians, Jacinto Antônio Ribeiro, vulgo ‘Jaça’, responsável pelas categorias de base do Corinthians e também pela campanha do candidato Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves à presidência do clube, está o de sonegação de impostos.

O Blog do Paulinho teve acesso ao Inquérito Policial nº↕ 146/2016, investigado pela Divisão de Crimes contra a Fazenda da 2ª Delegacia de Polícia, situada à avenida Indianápolis nº 3303.

A história é bem interessante.

Em 10 de maio de 2012, a Sra. Maria Tereza Sancho Castro foi convidada por Jaça a integrar a sociedade do ‘Kapor Auto Posto de Serviços’, localizado no cruzamento da Avenida Casa Verde com a Engenheiro Caetano Alvares, no bairro do Limão.

Jacinto ficou com 90% e a nova sócia responderia pelos 10% restantes.

Há quem diga, porém, que os proprietários, de fato, do estabelecimento seriam, além do notório bicheiro, seu pupilo, Andres Sanches, presidente do Corinthians.

E que o objetivo comercial da empreitada seria distinto do que se espera, tradicionalmente, desse tipo de negócio, ou seja, com a ‘lavagem’ priorizada.

Após um ano figurando no Contrato Social, Maria Tereza percebeu no que havia se metido: todas as prestações de contas eram nebulosas, sem nunca apresentarem lucro, apenas prejuízos.

Surpreendia, no entanto, o Posto seguir funcionando a todo vapor.

Com medo, em julho de 2013, a sócia pediu que seu nome fosse retirado do contrato.

Passados três anos, em abril de 2016, Maria, que acreditava estar fora do negócio, foi surpreendida com uma notificação de débito tributário referente ao AIIM nº 4.032.653-6, lavrado em nome da empresa Kapor Auto Posto de Serviços Ltda, no valor de R$ 59.148,60.

Ao procurar Jaça, sentiu-se intimidada e, por conta disso, para minimizar o problema – inclusive a possibilidade de prisão pela sonegação de impostos, em 02 de junho de 2017, solicitou o parcelamento da pendência junto a Procuradoria do Estado de São Paulo.

60 pagamentos de R$ 985,81.

Na sequência, intimada pela polícia, anexou o comprovante da transação ao Inquérito.

Para evitar novos prejuízos (ela está arcando, sozinha, com dívida que não lhe pertence), Maria Tereza, ainda em 2017, ingressou na Justiça para, através dela, retirar seu nome da sociedade.

Conseguiu liminar para impedir que fosse relacionada a prejuízos futuros gerados pela empresa e, em 28 de março de 2019, a sentença definitiva, retroativa a 2013, que a desligou, definitivamente, dessa gente.

Sequer pediu reparação pelo prejuízo, que preferiu absorver a correr novos riscos.

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