Andres Sanches tira “Coelho” da cartola e amarra categorias de base do Corinthians
Na virada dos anos 90 para o início do ano 2000, Andres Sanches era figura pouco notada no Parque São Jorge, mas já servia, ocupando o cargo de monitor do futebol amador, para ocultar a participação de tubarões (como o ex-vice-presidente Nesi Curi) nos esquemas da base alvinegra.
Com ele trabalhavam André Negão e Mané da Carne (hoje seus braços direitos), Jaça (que lhe conduziu ao clube) e até Wando Morais (expulso do local após acusações de pedofilia).
Aos poucos, porém, Sanches foi criando a própria carteira, tornando-se dono dos passes de diversos atletas do departamento.
Entre os quais o lateral Coelho.
Após a vitória de Roberto “da Nova” Andrade, nas últimas eleições, o referido grupo retomou o poder total das categorias de Base do Corinthians.
Para o cargo de direção foi indicado o conselheiro Onofre, pau mandado de Jaça e subserviente aos demais citados.
Na última semana, enviaram o treinador Osmar Loss, habituado no sub-20 alvinegro, para o Bragantino (novo esquema da gang), em que cuidará de jogadores contratados pelo clube para favorecer empresários e dirigentes (muitos sequer conhecem o Parque São Jorge), sob “fiscalização” de Mauro “Van Basten”, nome e conta corrente primordial para as negociações.
Em seu lugar, no Sub-20 do Corinthians, realocaram Caco Espinoza (que treinava o Flamenguinho de Guarulhos – ponto de venda que o clube agora desviou para Bragança), que já era bancado pelo Timão, sob supervisão do auxiliar Coelho, ex-lateral, de ligação umbilical com o ex-presidente Andres Sanches.
A farra não terá limites, tanto que, na última semana, os jovens atletas alvinegros foram levados a participar de campanha política do conselheiro André Negão, ex-bicheiro, disputando partida amistosa contra uma equipe de varzea, o Botafogo da temerária Guaianases.

