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Corinthians volta a passar vergonha em ação de cobrança da UNISANTANA

Felipe Ezabella, Raul Corrêa da Silva, Sergio Alvarenga e Fernando Alba

No Corinthians, durante a primeira gestão de Andres Sanches, o então vice-presidente de esportes terrestres, Felipe Ezabella, com amparo do departamento jurídico, chefiado pelo advogado Sérgio Alvarenga, determinou a quebra, unilateral, do contrato de parceria com a UNISANTANA.

Tudo indica, a intenção era a de facilitar a vida doutro conselheiro alvinegro, também dono de Universidade.

A confusão virou processo, vencido pela Unisantana.

Nos autos, existe a indicação de que, não contente em romper o contrato, Ezabella passou a humilhar os ex-parceiros alvinegros:

Daí por diante, em meio à execução das pendências determinadas pelo judiciário – que, por conta da constante inadimplência alvinegra, já ultrapassava, em números corrigidos, os R$ 4 milhões, o clube passou por uma sucessão de constrangimentos.

O maior deles: a penhora da Taça do Mundial de 2012, conquistado no Japão.

Na tentativa de escapar do vexame, o Corinthians propôs parcelamento da dívida, em condições e valores que não foram aceitas pela Unisantana (R$ 800 mil de entrada e 06 parcelas de R$ 310 mil).

Ainda assim, a Justiça referendou o acordo.

O clube, inseriu no cálculo da ‘entrada’, R$ 437,1 mil que estavam bloqueados, referentes à premiação da conquista do Paulistinha 2018, que, em verdade, deveriam ser destinados ao pagamento dos advogados da Faculdade.

Noutra manobra, acusada pela Unisantana como de ‘má-fé’, o Corinthians inseriu R$ 269,9 mil para complementar os R$ 800 mil, valores penhorados que já havia sido destinados, pelo próprio alvinegro, em abatimento de pendência com a própria instituição de ensino.

Em tese, fraude à execução.

Não bastasse isso, o Corinthians depositou, em juízo, as parcelas do acordo, sem levar em conta o cálculo efetuado pela Justiça, que incluía custas judiciais, juros, correções e, obviamente, desaprovava a ‘tese’ dos abatimentos sugeridos pelos advogados alvinegros.

Assim que honrada a sexta-parcela, o Timão, sem amparo jurídico, deu por quitada a obrigação.

Inconformada, a Unisantana solicitou cálculo judicial, em que constatou-se a diferença de R$ 1,5 milhão (corrigidos, mais de R$ 1,6 milhão)

Por conta disso, na última segunda-feira (10), a Faculdade solicitou penhora da premiação do Corinthians pelo recente vice-campeonato Paulista, que é de R$ 1,6 milhão.

A dívida, enfim, será quitada, mas o Timão, que contava com o dinheiro, provavelmente atrasará o pagamento doutros credores.

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