Tinga e o ‘Mito’

O ex-jogador Tinga participou da reunião em que o ‘gabinete do ódio’ orientou o presidente Jair Bolsonaro a realizar o histórico discurso que será lembrado, no futuro, como pontapé inicial de seu impeachment.
Confrontado sobre o assunto, o ex-Colorado mentiu.
Tinga disse que tratou apenas de ‘amenidades’, inclusive quando colocado à frente de seu ‘mito’, quando, em verdade, foi convidado a assumir a Secretaria de Futebol do Ministério da Cidadania.
Desmascarado, o ex-atleta não revelou constrangimento com a situação.
Pelo contrário, como se nada tivesse falado no dia anterior, confirmou o convite e defendeu o Governo:
“Jogador nunca é chamado para nada. Isso que deveria ser comentado. Que legal! Um cara do futebol foi chamado para ser ouvido”
Apesar de ser lembrado no futebol mais pelo pênalti sofrido, e não assinalado, em partida decisiva do Brasileirão 2005, do que pela excelência de sua obra, Tinga jogou na lama o pouco de biografia que lhe restava.
