A doação nos ingressos da final da Supercopa

Os caríssimos ingressos para a final da Supercopa, com preços mínimos na casa dos R$ 450 e entradas que se aproximavam de R$ 1 mil, traziam, no rodapé, a seguinte sugestão:

“Você pode doar R$ 1,00 do seu pedido e colaborar com a Fundação Fenômenos.”

Os organizadores — a Casa Bandida do Futebol, popularmente conhecida como CBF, e Luiz Estevão, senador que passou algum tempo em Tremembé —, em vez de destinarem compulsoriamente parte do valor arrecadado, transferiram ao comprador — que, em regra, não o faz — a decisão de executar a doação.

Ainda assim, para não correrem o risco de “perder muito”, fixaram a contribuição na quantia engessada de R$ 1.

Ou seja, mesmo que todos tivessem dado “ok” na opção, apenas R$ 71 mil seriam destinados à causa, de um total aproximado de R$ 12 milhões arrecadados.

Dinheiro que, curiosamente, seria direcionado à Fundação de Ronaldo Fenômeno — o mesmo que, até outro dia, se apresentava como opositor do sistema da CBF.

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