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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”

Nelson Mandela: foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra

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Segregacionismo na Copa Libertadores 2020

Dado momento da refrega Club Social Y Deportivo Defensa Y Justicia (ARG) 1 x 2 Santos, através TV observei um torcedor fazendo imitação de macaco, dirigida aos seres humanos e atletas negros da equipe santista

No ato

Espargindo muita raiva com a atitude promovida pelo excremento com formato “humano”

Tentei

Morder meu cotovelo por não visto nenhuma tomada de posição da equipe de arbitragem, idem dos policiais fardados que estavam próximos, observando os gestos do esterco de forma “humana”

Desprezível

O crescente persistir das manifestações racistas promovidas nas contendas de futebol neste amado Brasil, brasileiro; idem noutros países.

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Infidelidade do tesoureiro

Fui informado que o árbitro BA associado SAFESP e tesoureiro da AAPR – Associação de Árbitros de Piracicaba e Região agiu deslealmente para com Renato Canadinho, ex-árbitro, candidato derrotado nas confusas eleições do SAFESP

Explico

Renato Canadinho pediu demissão da presidência da AAPR para concorrer ao cargo de presidente do SAFESP

Derrotado

Voltou para Piracicaba, foi consultado e reconduzido ao cargo de presidente por unanimidade

Não Contente

Na maior calada, BA está contatando associações de árbitros para que contratem instrutores do SAFESP

Concluo

Se verdade! Traição não merece absolvição

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Aguardado retorno das anteriores

Torno a perguntar ao digno e altivo jurisconsulto e presidente do SAFESP Aurélio Sant’Anna Martins;

“Vossa senhoria” renunciará ou não à verba de representatividade referente ao cargo de presidente, avaliada no hoje por volta de R$ 7.000.00 (Sete mil reais)?

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Extensão da 8ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2020

Iniciada na Quarta Feira 26/02 na disputa Corinthians 1 x 1 Santo André, avaliada na coluna anterior

Sábado 29/02

Santos 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA)

Item Técnico

Nesta refrega ocorreram dois principais lances com participações do assistente 02 Alex Ang Ribeiro corroboradas por Flavio Rodrigues de Souza;

Explico

1º – lance difícil ocorrido do lado esquerdo ataque palmeirense, a olho nu e distante,

– sinalizou impedimento no minuto que Roni atacante palmeirense tocou na redonda que bateu na mão meia erguida do oponente Pará,

– claro lance de penalidade máxima;

De pronto

Flavio Rodrigues de Souza ameaçou apontar a marcada cal,

Entretanto

Olhando para sua direita observou a bandeira do assistente erguida,

– corroborou com erro dificílimo do assistente;

– visto via TV somente na reprise

2º – Alex Ang Ribeiro acertou e sendo acompanhado pelo árbitro, no momento

– da sinalização da posição de impedimento do palmeirense Roni no lance findado com a bola no fundo da rede santista

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para santista e três para palmeirenses: um pra Felipe Melo que ficou barato, merecia o vermelho por ter pisado no oponente, e um para o técnico Vanderlei Luxemburgo

Domingo 01/03

São Paulo 2 x 1 Ponte Preta

Árbitro: Vinicius Furlan

Assistente 01: Daniel Luis Marques

Assistente 02: Alberto Poletto Masseira

Item Técnico

1º – acertou por ter corroborado com o assistente 01 Daniel Luis Marques,

– no instante que apontou impedimento do atacante da equipe campineira que correu junto com Bruno Rodrigues,

– no lance que Bruno mandou a bola profundo da rede são-paulina

Errou

Feio por não ter marcado penalidade máxima do ponte-pretano Bruno Reis que cortou com a mão na redonda depois de cabeceada pelo são-paulino Arboleda

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensores da equipe mandante e 04 para visitante

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Copa Libertadores da América 2020 – Terça Feira 03/03/20202

Defensa Y Justicia 1 x 2 Santos

Árbitro: Gustavo Tejera (URU)

Item Técnico

Meia boca. Deixou de marcar algumas faltas

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Um para time da casa e Quatro para santistas

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Política

O psicodrama na divisão do bolo

A discussão sobre o Orçamento acabou revelando mais uma vez os limites do populismo

Não creio que seja demagógico dizer que o momento no Brasil deveria reunir os Poderes para um debate sobre a economia de recursos. Mas a crise surgida nos últimos dias gira em torno de R$ 30 bilhões. O Congresso garantiu para si este naco do Orçamento. O governo vetou. Possivelmente vão rachar esse bolo.

Houve muita hesitação, mas desfecho previsível. Começou com a frase do general Heleno, concluída com um sonoro “f…-se!”. Durante a semana sites nas redes sociais anunciavam a manifestação do “f…-se” para 15 março. Essa batalha pode não acontecer, como a de Itararé. Estão marcadas manifestações da oposição e do governo para dias 14 e 15. Elas podem até ser grandes, mas o sentido original, a disputa pelo dinheiro do Orçamento, é um pouco confuso neste momento histórico.

O Orçamento mesmo está se distanciando da realidade. Primeiro, porque surgem gastos imprevisíveis, como os do combate ao coronavírus, e os militares, com o motim de policiais no Ceará. No caso do coronavírus, não se trata apenas do que se vai gastar, estimado em R$ 350 milhões, suficiente se a situação permanecer num estágio relativamente favorável: não há evidência de transmissão do vírus no território nacional. O problema econômico do coronavírus é o que se deixa de ganhar. As dificuldades vividas pela China, a semiparalisação na Itália são só alguns indícios de que o crescimento global será reduzido pela disseminação do vírus. Aliás, de passagem, é bom lembrar que o Brasil é um país singular: marca grandes demonstrações de massa num período de coronavírus. Nesta mesma época, a Suíça está proibindo reunião de mais de mil pessoas e a própria Olimpíada de Tóquio pode ser adiada.

No universo paralelo da política, um momento necessário de solidariedade diante do inimigo comum, o vírus, é suplantado pela discussão sobre dinheiro, importante para os deputados que dependem das eleições de 2020. Muitos dependem de vereadores e prefeitos para se reeleger.

A frase do general Heleno foi um rompante. O palavrão, no sentido que usou, significa romper os laços, dinamitar as pontes. O governo teria de sair de seu isolamento encarnando o espírito de Chávez. Mas ele foi até o fim, até o controle do Congresso. Isso no Brasil é difícil. Bolsonaro tem uma frágil base de apoio no Congresso. É duro de cintura. Dificilmente manifestações populares vão mudar radicalmente a correlação de forças. Ao dar as costas para a política, acabou sendo, de certa forma, engolido por ela. Assim, o que pode acontecer é continuar perdendo e achar uma forma de cantar vitória para seus seguidores.

Entre os muitos caminhos que levam o populismo à tentação autoritária está o próprio processo eleitoral. Líderes carismáticos são eleitos por sua personalidade e arrastam uma bancada heterogênea e incapaz. A história da base de apoio parlamentar de Bolsonaro é constrangedora. Não há um conjunto de ideias coerente. Quando surgem os conflitos, eles se personalizam e descambam rapidamente para a baixaria. Não dá para dobrar o Congresso apenas com manifestações. Mesmo porque os deputados também foram eleitos e se sentem legítimos.

Quando alguém repete o termo do general Heleno no cotidiano, de modo geral temos a tendência a dizer: “Calma, pense bem”. No caso do governo, não tem saída senão continuar negociando. A única atenuante possível é transformar as concessões em aparente vitória.

Além disso, existem alguns temas convergentes entre governo e maioria no Congresso, como foi a reforma da Previdência. Mesmo aí foi necessário fazer concessões às demandas parlamentares. É muito possível, no futuro, que o próprio Congresso evolua e novos presidentes levem consigo bancadas mais sólidas e capazes. Mas o único caminho é o processo eleitoral, o amadurecimento democrático.

Bolsonaro passou 28 anos na Câmara, mas quase não participou de negociações políticas, era um cavaleiro solitário. Inegável que existem muitas coisas repulsivas ou simplesmente condenáveis em acordos políticos. Mas é inegável, também, que a atividade parlamentar ensina muito, descobrem-se alguns atalhos, conquistam-se vitórias parciais.

Agora, ele tem o poder, mas não sabe como se relacionar com o universo que habitou por quase três décadas, como explorar algumas de suas qualidades, atenuar os grandes defeitos. Bolsonaro não apenas abriu esse flanco. Ele não foi capaz de trazer uma equipe da sociedade e teve de recorrer a um número excessivo de militares.

Não dá para ligar o “f…-se”. É preciso aprender alguns passos no caminho ou, então, arriscar-se a ver o termo voltando-se contra ele mesmo.

No front da saúde o governo sai-se bem, mas o coronavírus não se restringe a um campo. Tem repercussão na economia, aciona o aparato científico do País e pode até estimular grandes programas sanitários que não estão diretamente ligados a ele, como o saneamento básico. A única referência que o vi fazendo sobre tema foi a expressão “este vírus aí”. Este país aí, o Brasil num mundo complicado, está precisando cada vez mais de elos e pontes e cada vez menos da tática do general Heleno.

Discussões sobre orçamento costumam ser monótonas, mas esta, com todo o psicodrama, acabou revelando mais uma vez os limites do populismo.

Fernando Gabeira – Publicado no Estadão do dia 05/03/2020

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Finalizando

As guerras dizem que ocorrem por nobres razões: a segurança internacional, a dignidade nacional, a democracia, a liberdade, a ordem, o mandato da civilização ou a vontade de Deus.

Nenhuma tem a honestidade de confessar: “Eu mato para roubar”.

Eduardo Galeano: foi um jornalista e escritor uruguaio

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-07/03/2020


EM TEMPO: a versão em vídeo da Coluna do Fiori não será publicada na presente data por conta de problemas técnicos durante a gravação. O programa retornará na semana que vem. Pedimos desculpas pelo transtorno.

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