Presidente do Conselho admite falha da diretoria do Corinthians na perda do terreno do Parque São Jorge

Numa reunião realizada em 12 de abril de 2019, na 255ª Sessão Solene da Câmara, que foi presidida pelo próprio filho, Rodrigo Goulart, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Antonio Goulart, deixou escapar o que a diretoria alvinegra, há tempos, vem tentando esconder.
Recentemente, o Timão perdeu parte da área do Parque São Jorge, por conta de não realizar contrapartidas exigidas pela Prefeitura.
O presidente Andres Sanches e seus diretores sempre disseram que tratava-se de equívoco do órgão, e que o Corinthians, por ter cedido parte de seu terreno às obras da Marginal Tietê, estaria quites com a obrigação.
Em discurso, registrado pela taquigrafia da casa, Goulart, que é ligado ao dono da Kalunga, Paulo Garcia, financiador de campanhas políticas não apenas do mandatário alvinegro, mas também de seu ‘braço-direito’, André Negão, admitiu a culpa da diretoria, mas, talvez apercebendo-se do deslize, emendou: ‘não podemos culpar ninguém’:
“A propósito da sua fala sobre o Rio Tietê, eu presido o Conselho do Corinthians e hoje pela manhã nos reunimos lá com dois grupos, falamos sobre os problemas que vivemos quando endireitaram o leito do Rio Tietê. O ser humano fica desrespeitando a natureza a cada dia, as margens do rio não deveriam
ser ocupadas”
“Quando o Maluf estava na Prefeitura, houve um projeto de lei de sua autoria doando ao clube metade da Avenida Condessa Elizabeth de Rubiano que não tinha e continua não tendo utilidade nenhuma para a Prefeitura”
“Por esse projeto de lei, a Prefeitura tinha três anos para o Corinthians averbar a planta, a matrícula, em seu patrimônio, e houve uma falha por parte da nossa Diretoria, da qual não podemos culpar ninguém”
“(…) mas não o fizemos (a averbação); o Promotor ajuizou ação, e nós perdemos aquela área, mas,
enfim, coisas das quais não podemos reclamar”
É assim que as coisas, coincidentemente, funcionam nas reuniões de Conselho no Parque São Jorge, presididas por Goulart: os ‘equívocos’ são expostos, mas ninguém é punido por executá-los.
