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Exército deixa de ser brasileiro para se tornar Bolsonarista

Embora trate-se, por razões óbvias, de comportamento repulsivo – se não, criminoso – não deveria gerar surpresas a homenagem pública, em rede social, do Exército Brasileiro ao oficial nazista Eduard Ernest Thilo Otto Maximilian von Westernhagen.

O execrável, assassino de minorias, chegou a ser condecorado por Hitler na segunda guerra mundial.

As forças armadas, com membro flagrado traficando cocaína ao exterior, há tempos, modificaram seus procedimentos, alguns deles juramentados diante da bandeira, objetivando fazer política, aliando-se aos mais execráveis representantes do meio.

O discurso servil do general Heleno, em defesa dum Governo alicerçado em conspirações e sacanagens, nas mais recentes manifestações populares, e, depois, o silêncio do próprio ao ser atacado, de maneira irresponsável, pelo filho do presidente, que segue twittando dentro do armário, são de fazer corar.

Não é descartável que a inacreditável homenagem ao nazista tenha sido realizada em alinhamento de pensamentos entre o comando do Exército e seu líder supremo, o presidente da República, que possui o passado hitlerista na família, confessado pelo próprio, em postagem que pode ser conferida no link a seguir:

DNA nazista pode justificar Bolsonaro pensando em “perdão” ao imperdoável Holocausto

Ao não se distanciar de um Governo – o que não quer dizer deixar de cumprir obrigações – marcado por discursos e práticas que atentam contra minorias, o Exército apequenou-se ainda mais do que quando decidiu lambuzar-se no poder no triste período da Ditadura.

Existe uma tênue linha entre as históricas idéias de Jair Bolsonaro, muitas delas disponíveis em vídeos no youtube, e o comportamento nazista, homenageado, ontem, pelo exército.

A diferença, ao menos por enquanto, é que Hitler possuía força política para colocá-los em prática, enquanto Bolsonaro sequer consegue controlar os filhos, obrigando-se, diante da própria incapacidade, a esconder seus desejos mais sombrios.

O Exército de hoje, mais ‘bolsonarista’ do que ‘brasileiro’, sequer pensou, por conta da publicação, na desonra provocada aos 433 pracinhas da FEB, mortos em combate ao nazismo durante a segunda guerra mundial (além de milhares de feridos).

Triste, trágico, mas absolutamente previsível.

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