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Somente o Corinthians não lucrou com os escorchantes ingressos cobrados em Itaquera

Andres Sanches abraça José Dirceu sob olhares de Vicente Cândido e Tadeo Sanchez Oller (parente de Andres), todos investigados pela Operação Lava-Jato

Ontem (15), trinta mil corinthianos, num estádio de Itaquera que já recebeu 47 mil, presenciaram a mais um desempenho pífio do Timão, desta vez derrotado diante do Flamengo em partida válida pela Copa do Brasil.

Quase todos foram vítimas dos novos preços escorchantes dos ingressos cobrados na Arena (entre R$ 110 e R$ 600), e também da própria fidelidade, única justificativa para pagar tanto por produto sabidamente ruim.

Somente as “organizadas” foram agraciadas com preços razoáveis (R$ 50) – e nem todos colocaram a mão no bolso – firmando cada vez a parceria do “toma-lá-dá-cá” (dinheiro por silêncio e proteção) com a cartolagem alvinegra.

A renda, pouco mais de R$ 2 milhões, antes de ser devidamente esfacelada por divisões ainda obscuras (parte destinada à gestora do sistema de ingressos, outra para custos de operação da partida), será “monitorada” pela filha do ex-líder petista José Dirceu, gerente de finanças do estádio, para, tão somente após, ter as sobras enviadas, por força de contrato, ao Arena Fundo.

Desde 2015, José Dirceu (PT) monitora as contas do estádio de Itaquera

Fica a impressão, diante da estupidez de trocar o apoio popular ao clube pelo esvaziamento do estádio à pretexto de arrecadar dinheiro que sequer frequentará, pelas próximas décadas, os cofres do Corinthians, de que o procedimento atende mais a outros interessados no negócio do que, propriamente, às necessidades alvinegras.

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