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Corinthians é exemplo claro do mau-caratismo que assola a política brasileira

Durante mais de uma década, o Governo do PT atuou, nos bastidores, como aliado da diretoria do Corinthians, a ponto de viabilizar a construção de um estádio, à época, elogiado por todos os dirigentes.

Lula transitou nas dependências do clube de braços dados com os cartolas, sendo bajulado e tratado com absoluta deferência.

O mesmo aconteceu com Fernando Haddad, no período em que disputou a Prefeitura de São Paulo, que esteve no Parque São Jorge com Andres Sanches, à época, candidato a deputado federal pelo PT, partido pelo qual mantém mandato na Câmara Federal.

Neste período eleitoral, porém, tudo mudou.

Orientados pelos resultados das pesquisas, os dirigentes do Corinthians passaram a fazer campanha para Jair Bolsonaro, criticando, duramente, aqueles que endeusavam quando estavam no poder.

A história do clube, de luta pela democracia, foi deixada de lado para que objetivos pessoais da cartolagem fossem atendidos.

O caso mais explicito de traição, que remete ao mau-caratismo que assola a política brasileira, é o comportamento do presidente Andres Sanches, que é parlamentar do PT, mas, mesmo assim, na surdina, tem utilizado seu gabinete político para trabalhar por Bolsonaro.

No encalço dele, também mudaram de lado seus correligionários mais próximos, entre os quais o primeiro ministro, Luis Paulo Rosenberg, o diretor administrativo André Negão, o conselheiro Mané da Carne, o diretor das categorias de base, vulgo Jaça e até o ex-dirigente de finanças, Raul Corrêa da Silva.

Diversos conselheiros, entre os quais o presidente do órgão, Antonio Goulart, que também bajulavam os petistas, hoje bandearam de lado, em apoio conveniente ao capitão.

Somente a vice-presidente, Edna Murad, manteve-se fiel ao discurso anterior, e faz campanha por Haddad.

Não manter posicionamento político claro ou transitar, sem lado, por opções tão distintas, sob atração clara da possibilidade de poder sobrepondo-se a qualquer tipo de idealismos ou convicções, é demonstração pública de “esperteza”, que, por vezes, se as coisas não saírem como planejado, pode acabar por comer os “espertos”.

Rosenberg, Tite e Lula
Lula, André Negão e Marisa
Lula, Andres Sanches e Goulart
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