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Agentes de jogadores, NFL e o futebol

Wesley/Marcos, Wagner Ribeiro e Giuliano Bertolucci

A FIFA quer estabelecer um teto de 3% para a cobrança de comissionamento de agentes de jogadores, que, em alguns casos, por diversas razões, entre as quais corrupção envolvendo dirigentes, chega a atingir 40% em determinadas transações.

Clubes como o Corinthians, em exemplo, pagam ao mesmo empresário para comprar, vender, emprestar e até renovar contrato, num ciclo interminável de “toma-lá-dá-cá”.

A coluna de Marcelo Damato, na FOLHA, informa que na NFL (Liga de Futebol Americano) – em que se pagam os maiores salários do planeta, o comissionamento dos intermediários é de 2%.

Ou seja, os 3% que a FIFA quer permitir aos empresários de jogadores são 50% mais generosos do que os valores acordados na liga americana.

Por razões evidentes, os agentes, utilizados no Brasil, entre outras coisas, para mascarar o recebimento indevido de cartolas, pretendem brigar na Justiça contra a limitação, após anos de esbórnia e falta de regulamentação, que alçaram muitos deles à riqueza instantânea, quase sempre ocultada das devidas declarações de imposto de renda.

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