Teorias, verdades e suspeitas sobre o acidente que matou o Ministro do STF

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A morte do Ministro do STF, Teori Zavascki, em acidente com avião de pequeno porte que saiu de São Paulo e caiu próximo da pista de pouso (2 km de distância), na paradisíaca Paraty/RJ, tem muita coisa a ser explicada.

Em primeiro lugar, apesar de improvável, não dá para descartar a possibilidade de atentado, ainda mais diante do atual quadro político brasileiro e das coincidências fatais (como a de Celso Daniel) que cercam ações processuais em que estão envolvidos líderes da alta cúpula do PT (em verdade, uma organização criminosa), além doutros partidos correlatos.

Eram réus (ou investigados) no gabinete de Teori, desde o ex-presidente Lula até o deputado federal Andres Sanches (PT) – este em cinco ações criminais.

A Polícia Federal precisa trabalhar, arduamente, para que a mínima suspeita seja eliminada.

Outro assunto espinhoso – que a mídia evitou tocar no dia de ontem: o que fazia um Ministro do STF, viando de graça num avião particular de um empresário (Carlos Alberto Fernandes Figueiras, dono da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras), em situação, no mínimo, inadequada (de aceitar favores) para quem exerce cargo amparado pela credibilidade ?

Nem vou aprofundar no fato de que, além dos dois e do piloto, estavam no voo duas garotas (uma na faixa dos 23 anos de idade – apresentada como massoterapeuta, e outra que seria sua mãe) que não foram, ou talvez não possam ser, identificadas, situação essa que indicaria outra teoria da conspiração, mas de foro privado (apesar de indicar, também, favorecimento do empresário ao magistrado) – (atualização: Maira Ilda, 23 anos  e Maria Ilda, 55 anos são as passageiras).

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Maira Ilda

A Emiliano Empreendimentos é listada em três ações do STF, duas em litígio contra a SABESP, outra com o BRADESCO:

  • ARE 990319 (ministro Luis Fux);
  • ARE 773860 (ministro Luis Fux) e
  • RE 781353 (ministro Marco Aurélio)

Apesar de não estarem no gabinete de Teori, os processos poderiam, de alguma maneira, por ele ser influenciados.

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O desastre, independentemente das dúvidas, teorias e suspeitas elencadas, é profundamente lamentável, mas não pode, como ocorreu ontem, transformar um Ministro mediano numa sumidade da profissão.

Acertou o juíz Sergio Moro ao dizer que “não haveria Lava-Jato sem Teori Zavaski, porém omitiu, no mesmo pronunciamento, as razões para tal.

Apesar da intenção em servir à investigação que derrubou o Governo corrupto do PT, o Ministro, para fazê-lo, vilipendiou os livros de direito, criando uma tese, contestada pelas maiores capacidade jurídicas do país, sobre a não escolha do juíz natural dos casos, no início do processo (como era realizado), mas somente ao final, com objetivo claro e único de mandar, indevidamente (à margem da lei) toda e qualquer investigação política, mesmo as realizadas em locais fora da alçada, ao gabinete de Moro, que passou a monopolizar a “Operação Lava-Jato”.

Reiteramos: foi um gesto popular, talvez necessário, mas, nem por isso, dentro da legalidade.

Resta-nos agora, nos próximos dias, aguardar não apenas os resultados das investigações, com a certeza de que nem todas as dúvidas serão esclarecidas (por óbvias razões), esperando ainda que o Presidente Michel Temer e a mandatária do STF, Carmen Lúcia, acelerem e pensem com cuidado nas decisões a serem tomadas nos dias que estão por vir, lembrando sempre que a prioridade é a de manter a Operação Lava-Jato atuante, resguardando o desejo de verdade de toda uma população.

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