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Com empresários banidos pela FIFA, clubes precisam aproveitar para sair da “fantasia” e retornar à realidade

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Após a confirmação de que os “Fundos” e empresários estão proibidos de deter a posse, cadastral e financeira, de atletas de futebol, os clubes tem agora a grande chance de reparar as bobagens cometidas por gestões anteriores, que tornaram as agremiações reféns de grupos, por vezes mafiosos, levando o futebol a níveis impraticáveis de operação.

Essa gente nunca foi a “salvação”, mas sim a derrocada, da grande maioria das equipes.

Por anos, elevaram salários de jogadores e treinadores a patamares fora da realidade, seja para dar margem a ações de “lavagem de dinheiro”, ou até mesmo dividir valores, entre pagamento real aos profissionais e a sobra, com muitos dos cartolas que sobrevivem do esporte.

Com a proibição da FIFA para essa operação, resta às futuras gestões dos clubes, agora todos em igualdade de condições, como alternativa – talvez única – de sobrevivencia, se enquadrar – ou retornar – à realidade.

Reduzir despesas, desinflar salários e investir nas categorias de base.

Aliás, com a impossibilidade da ação de agentes no “nascedouro” dos jogadores, o clube, se bem administrado, volta a ter razões para investir mais, e corretamente, sabedor de que todo o lucro, e não apenas as migalhas, serão destinadas a seus caixas em médio prazo.

Evidentemente, os bandidos do esporte não aceitarão as perdas, muito menos deixarão o “osso” pelo caminho com facilidade.

É nessa hora que faz-se cada vez mais necessária a fiscalização de torcedores e conselheiros de clubes, além da ação de Federações, Confederações, e imprensa investigativa.

Novas equipes de fachada, prática já antiga e que, em 2010, fez o zagueiro Thiago Silva disputar uma Copa do Mundo vinculado ao desconhecido “TOMBENSE”, administradas por iranianos, bancos de Mensalões e TRAFFICs da vida devem ser criadas para ocultar a participação dos agentes no mundo do futebol.

É fácil coibir a operação.

Basta obrigá-los a disputar campeonatos, justificando, ainda, movimentação financeira, entre patrocínios e arrecadações, para manter em seu elenco determinado nível de jogadores.

Se os clubes se unirem a passarem a negociar apenas entre si, voltarão – todos – a ter a possibilidade de retomar o protagonismo do futebol, gerando mais fidelidade com o torcedor e consequente aumento de arrecadação.

Não haverá espaço, porém, para o dirigente que sobrevive do futebol, gente que precisa do esquema anterior, agora bandido pela FIFA, para colocar comida na mesa e carro importado na garagem de uma casa, quase sempre, desproporcional a origem de seus recursos.

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