Andres Sanches insinua convocar “dream team” da catastrofe para salvar propria pele no Corinthians

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Porta vozes informais do ex-presidente Andres Sanches, um deles jornalista, informaram ontem que o parlamentar estaria convidando ex-dirigentes do clube para, oficialmente, “salvar” a atual gestão do Corinthians, mantendo Roberto “da Nova” Andrade na presidência, porém em sucessivas licenças, para que o vice, André Negão, assuma o comando liberando o deputado federal (seu patrão) para agir como bem entender no Parque São Jorge.

Os nomes citados foram o de Sergio Alvarenga, Raul Corrêa da Silva, Jorge Kalil, André Negão e Luis Paulo Rosenberg.

A mensagem passada é de que seria o grupo que retirou o Corinthians das cinzas, em 2008, quando, em verdade, além de serem responsáveis pelo rebaixamento de 2007 (o maior vexame da história do clube), iniciaram a política administrativa que terminou indiciada três vezes no STF por crimes fiscais, além de ter originado a prisão do atual vice-presidente pela Operação Lava-Jato, acusado de receber R$ 500 mil em propina da Odebrecht.

Quando Andres Sanches elegeu-se presidente do Corinthians, existiam R$ 40 milhões disponíveis no caixa; hoje a dívida ultrapassa R$ 2 bilhões.

A intenção, óbvia, é a de garantir a continuidade de negócios dessa gente à frente dos produtos principais do Timão: o estádio e os departamentos de futebol profissional e amador.

De Sergio Alvarenga e André Negão não se espera nada além da subserviência habitual, que une, sem constrangimentos, um “moralista” da Capote Valente, que não sobrevive, profissionalmente, um passo após a porta da cadeia, a um bicheiro que se declara “ex”, mesmo ainda atuando no ofício.

Dos outros, fica a dúvida de quais procedimentos serão tomados diante de recentes declarações.

Terão Rosenberg, Kalil e Corrêa cara de pau suficiente para beijar os pés que, recentemente, chutaram seus traseiros ?

Destes, o rabo mais preso é o de Raul, ex-diretor financeiro que deu aval a todos os descalabros das gestões passadas, desde os exorbitantes pagamentos de comissões a empresários de atletas até documentos (quase todos) relativos ao estádio de Itaquera, hoje investigados pela Polícia Federal.

O desespero é tão grande que Andres Sanches tem reunido-se, também, com empresários de futebol, entre eles, Fernando Garcia (irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga), Carlos Leite e Giuliano Bertolucci (preposto de Kia Joorabchian, segundo o MPF) com a seguinte proposta (quase um últimato): “vocês me ajudem a montar um time ou em poucos meses estaremos todos expulsos daqui (do Corinthians)”.

Ou seja: promover “pão” e “circo” para depois, se der (ultimamente não tem dado), quitar as despesas.

Dizem ainda que há oposicionistas, sob discurso de que o grupo do parlamentar “pacificaria” as coisas no Timão, à favor da manobra.

Não é verdade.

Todos os principais líderes são contrários e tratam qualquer movimentação neste sentido como verdadeiro golpe contra o Corinthians.

O único que aceitaria, por razões óbvias, seria Paulo Garcia (com três diretores indicados na atual gestão), que há tempos não engana mais ninguém entre os que trabalham por mudanças de rumo do Parque São Jorge.

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