Clubes inflam elencos com jogadores medíocres, que ficam encostados

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(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

Neste período do ano, eu queria ser um repórter invisível, para escutar todas as conversas sobre as contratações de jogadores e saber os detalhes que não são revelados ou confirmados.

Com frequência, o desejo de um treinador é diferente do interesse comercial dos clubes. Empresários se tornam muito próximos de treinadores, dirigentes e atletas e influenciam em suas decisões.

Alguns só negociam jogadores importantes se os clubes ficarem também com o troco, um atleta medíocre.

Há atletas e treinadores de um mesmo clube que possuem o mesmo empresário. Tudo é perigoso, pelo conflito de interesses. Mesmo que os interessados sejam honestos, a ambição humana é imensa.

Muitos jogadores que fizeram sucesso no início de carreira, que foram para a seleção e para o exterior e que retornam por não haver mais interesse de grandes clubes europeus, voltam para ganhar fortunas, como se estivessem nos melhores momentos. Pior, há muitos, excessivamente valorizados, que nunca foram excepcionais.

Os clubes não arrecadam tanto para pagar os altíssimos salários de vários treinadores e jogadores.

Os clubes inflam os elencos com jogadores razoáveis, medíocres, que ganham bem e que ficam encostados. Quando entram, atrapalham. Falam que vieram para compor o elenco, para somar. A maioria chega para subtrair. Três salários de um medíocre dariam para pagar um de um excelente.

Em vez de trazer jogadores ruins, porque não valorizar os bons da base?

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