Aprovado, novo Estatuto do São Paulo tem boas mudanças, mas ainda teme dar voz ao associado

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Como era de se esperar, situação e oposição do São Paulo uniram-se para apoiar as mudanças do novo Estatuto do clube, algumas bem interessantes.

Agora faz-se necessária nova aprovação, em Assembleia Geral de associados, a ser realizada e 03 de dezembro, mas a chance de reversão inexiste.

Se a remuneração para Presidente e alguns diretores gera discussões, a criação do Conselho de Administração, formado por nove membros que podem, inclusive, opôr-se a decisões da gestão, é unanimidade.

Apesar disso, há de se ter muito cuidado ao escolher as pessoas que receberão tamanha responsabilidade, que, antes de fazer política devem pensar no clube como um todo, não apenas nos interesses de possíveis grupos que representam.

O Tricolor, humildemente, copiou o Corinthians ao estabelecer três anos de mandato para o Presidente, sem direito à reeleição, gesto que evitará perpetuação de uma única pessoa no poder, mas não, necessariamente, de composições ligadas ao mandatário.

Em 2017, o novo presidente decidirá, ainda, se o processo que incluiria nas próximas eleições a atuação de sócios ou sócios-torcedores seguirá em frente, algo que já deveria ter sido estabelecido nestas alterações, talvez o maior equívoco entre tantos acertos.

É inadmissível que um clube como o São Paulo resista ainda a dar a seus associados direitos elementares de uma democracia.

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