A conveniente briga do Corinthians com a Odebrecht

lula-e-andres

Nos últimos dias, o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, tem assinado notas oficias do clube com textos de claro repúdio à ações, de fato, deploráveis e suspeitas da Odebrecht no âmbito da construção do estádio em Itaquera.

Tratamos o assunto, ainda no início da semana, como espécie de “delação premiada” informal, levando-se em consideração que os últimos três mandatários alvinegros, Andres Sanches, Mario Gobbi e o próprio Roberto, diferentemente do que prega-se agora, atuaram, ativamente, para favorecer os interesses da construtora, absolutamente conflitantes com o do clube, durante todo o desenrolar da obra.

E não se trata de opinião, mas de fatos amplamente documentados.

Corrobora, ainda, para esta avaliação, duas outras constatações:

  • o escritório de Andres Sanches dentro da Arena divide espaço físico, e decisões de negócios, com o gestor da Odebrecht, Ricardo Corrégio (ambos investigados pela Operação Lava-Jato), ainda hoje, mesmo diante das supostas “brigas”, ambos convivendo em absoluta harmonia;
  • o advogado de Andres Sanches, Paulo Molina (que defende, também, Roberto Andrade, Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva), trabalha, ao mesmo tempo, para Odebrecht, Corinthians, Fundo Arena, Corrégio e, pasmem, para a auditoria que supostamente estaria avaliando os problemas da construção.

Deve realmente ser bem estranho brigar com uma empresa, tão asperamente (pelo menos é o que demonstram as ‘Notas Oficiais”), mas não se importar em dividir salas, mesas, negócios e segredos com aqueles que, supostamente, seriam adversários.

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