Parecer da Comissão de Justiça é arrasador para vice-presidente do Corinthians

Parecer da Comissão de Justiça do Corinthians, no âmbito do Processo Administrativo nº 030/2025, encaminhado à Comissão de Ética, traça diagnóstico devastador sobre a gestão de materiais esportivos do clube.
Armando Mendonça, vice-presidente, é desmascarado — e acusado.
Foram constatadas ausência de inventários confiáveis, materiais sem registro, movimentações informais e divergências milionárias nos estoques.
Há indícios de perdas relevantes e de práticas administrativas incompatíveis com qualquer padrão mínimo de governança.
Ouvido no procedimento, Armando não negou a retirada de materiais.
Ao contrário: admitiu ter realizado a prática de forma recorrente, sem qualquer formalização adequada, amparando-se em justificativas informais, como “empréstimos temporários”.
E se contradisse.
O cartola tenta atribuir a desordem a problemas estruturais herdados.
A Comissão, porém, comprovou não apenas que Mendonça tinha ciência do caos, como também atuava à margem dos controles, reforçando o ambiente de informalidade que dizia combater.
O dirigente tentou ainda se desvincular da responsabilidade pela gestão dos materiais desviados.
Há registros, porém, de que ele solicitava, autorizava e participava diretamente da retirada de itens em volumes significativos, superiores ao padrão operacional.
As condutas analisadas indicam violação do dever de zelo, desrespeito às normas de controle interno e comportamento incompatível com a função de dirigente.
Os atos podem configurar infrações estatutárias passíveis de suspensão ou até exclusão do quadro associativo.
A Comissão encaminhou parecer à Comissão de Ética recomendando a abertura de processo disciplinar, com aprofundamento das apurações, citando nominalmente Armando Mendonça entre os investigados.
Somado ao relatório de auditoria que serviu de base às conclusões, ao que tudo indica, apenas um conchavo político dos mais subterrâneos — possivelmente favorecido pelo ambiente eleitoral — poderia livrar o vice-presidente de responsabilização.
