Gilmar Mendes livra Nuzman de ação penal por corrupção na organização das Olimpíadas

Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do COB, escapou da ação penal no STF não porque a suspeita de compra de votos para a Olimpíada do Rio tenha sido declarada inexistente, mas porque sua defesa “convenceu” o ministro Gilmar Mendes de que, em tese, o caso configuraria “corrupção privada” — conduta que, à época dos fatos, não era tipificada como crime no Brasil.
De qualquer maneira, seria uma vergonha.
A decisão sustenta que dirigentes esportivos e membros do COI não poderiam ser equiparados a agentes públicos, embora movimentem recursos e interesses de enorme relevância coletiva.
Na prática, a defesa de Nuzman alegou que, se algo ocorreu, teria sido uma negociação entre particulares, fora do alcance da legislação penal brasileira.
Gilmar Mendes, recentemente, também decidiu de maneira favorável aos interesses da CBF.
São igualmente morosos os andamentos de processos envolvendo a Crefisa em seu gabinete, tendo como principal interessada a presidente do Palmeiras.
Pessoas ligadas ao esporte julgadas por Gilmar Mendes, apesar de evidências graves de irregularidades, em regra acabam absolvidas ou beneficiadas por decisões que eliminam ou reduzem seus problemas judiciais.
Deve ser coincidência.

