Comissão paga por Fernando Garcia a Andres Sanches seria de 30%

Conversamos, ontem, com dois agentes de jogadores que se dizem prejudicados em negociações com o Corinthians pela ingerência do ex-presidente Andres Sanches.
Os relatos são absolutamente críveis, e escabrosos.
Confirmam, por exemplo, o que revelou, tempos atrás, o agente grego Dimitris Tzalas, quando do favorecimento a dirigentes alvinegros no “Caso Souza”, pelo então empresário Carlos Leite.
Neste episódio soube-se que Sanches respondia pelo apelido de “Taxinha”, tratamento dispensado ao deputado federal quando travestido de agente de jogadores:
“Nada acontece no Corinthians sem o Andres levar o dele. O Roberto até tenta, mas o diretor de futebol só bate o martelo depois de conversar com o Andres. É ai que o negócio desanda.”
“Tem que passar pela aprovação do Fernando Garcia, negociar com ele, ceder parte do jogador ou vender tudo.”
“Você sabia que o Fernando paga 30% de todos o lucro dos negócios fechados com o Corinthians para o Andres ? Sim, você sabe, acerta quando os trata como sócios”.
“O Tite não se envolve, mas deveria. No fundo, acho que sabe a verdade, mas prefere não acreditar para manter o emprego. Ele gosta do Corinthians.”
“Se você colocar nossos nomes nunca mais negociaremos em lugar nenhum. É uma máfia muito grande. Três ou quatro mandam na maioria dos negócios. Nossa intenção é alertar, contar a verdade, pressionar não só a diretoria do Corinthians, mas também a doutros clubes, para acabar com essa sacanagem.”
“Ofereci um volante e um lateral promissores, o volante é um craque. O Roberto gostou, mas não tem força. O diretor de futebol só obedece o Andres”.
Não são as primeiras denúncias contra os mesmos nomes no Parque São Jorge.
Todas absolutamente coerentes, com dados que se confirmam, relatados por pessoas que nem sempre se conhecem, o que, sugere, grande aproximação com a verdade.
Faz-se necessário, há tempos, auditoria em todos os contratos de aquisições e vendas de atletas do Corinthians, para que sejam explicados, minuciosamente, os pagamentos de comissões e outras despesas diversas, entre as quais a desproporcionalidade da entrada de recursos, em comparação com o salário divulgado, na conta do “olheiro” Mauro Van Basten, apontado pela grande maioria dos agentes como “bolso” de Andres Sanches para que movimentações financeiras, indevidas, sejam ocultadas.
