Por que Marcelo Crivella tem medo da Rede Globo ?

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O senador Marcelo Crivela é “bispo” licenciado da IURD, nº 2 de Edir Macedo, com todas as imputações, qualificações e suspeitas que isso significa.

Candidato a Prefeito do Rio de Janeiro, mais do que batalhar pela vitória, tem esforçado-se para esconder um passado do qual provavelmente não se envergonha, mas sabe, em revelado, pode prejudicar suas pretensões e da gente que utiliza-o para projeto de poder.

Ontem por exemplo, Crivella conseguiu tirar do youtube música que ele próprio gravou, lucrou (foi lançada em CD), ironizando a “Virgem Maria”, em exaltação ao lamentável episódio do “chute da santa”.

No último final de semana, mesmo diante da fotografia de sua prisão, em flagrante, exposta pela revista Veja, teve a coragem de desmentir o episódio.

Convidado, assim como ocorreu com todos os candidatos do país, a participar de programas da Rede Globo no presente período eleitoral, Crivella não apenas declinou, como, em nota, deu como motivo “cobertura tendenciosa da emissora”.

Não é verdade.

Aliás, é dela que Crivella morre de medo, mais do que o “Diabo” da cruz.

Recente debate com o candidato Marcelo Freixo, do PSOL, foi tão desastroso para Crivella (que viu sua vantagem cair dez pontos percentuais em apenas 2 dias) que preferiu se esconder.

Em programas gravados, é fácil dissimular as mais absurdas versões sobre qualquer assunto, mas, ao vivo, com direito a contraponto, nem implorando para o “óleo ungido de Jerusalem”, utilizado pela IURD, em verdade retirado de caixas da marca “Lisa”, fabricado no Brasil.

Basta lembrar do famoso vídeo, exibido no Jornal Naconal, tempos atrás, em que Crivella divertia-se quando seu chefe, Edir Macedo, supremo sacerdote da trambicagem religiosa no Brasil, ensinava-os a subtrair recursos de incautos fiéis.

Macedo, em defesa, alegou que o “Diabo” entrava na cabeça das pessoas e fazia-as escutar palavras e enxergar imagens da qual o “bispo” estaria inserido, mas, em verdade, não estava.

Uma loucura !

É do passado, que remete ao presente e sugestiona o futuro que Crivella tem pavor, que, se revelado na Rede Globo, em possível deslize de resposta em programa ao vivo, diante da enorme audiência da emissora, impactará não apenas nas eleições cariocas, mas em todo o plano da IURD de, aos poucos, ampliar seus dizimistas.

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