O mea-culpa de Tite

Em entrevista ao Globo Esporte, o treinador Tite retirou dos ombros um peso que, certamente, o atormentava havia alguns anos:

“Todas as críticas feitas a mim pelo Neymar não ter batido o primeiro pênalti estão corretas.”

“Eu errei.”

“Isso asseguraria a vitória? Não sei.”

“Mas ele deveria ter sido o primeiro batedor.”

Trata-se da decisão por pênaltis contra a Croácia, na última Copa do Mundo, em que Neymar, na condição de quinto cobrador, sequer precisou bater, porque a derrota brasileira foi sacramentada antes.

É um avanço.

Faltou, porém, desculpar-se por algo mais grave do que a escolha técnica — até compreensível — de deixar o craque do time para a cobrança que poderia ser a derradeira da partida: a submissão ao staff do atleta.

Era nítida a diferença de tratamento dispensada a Neymar em relação aos companheiros, assim como as facilidades concedidas aos “parças” — incluindo o nocivo pai — para circular em um ambiente que deveria ser privativo da Seleção.

Se havia algo muito errado, era isso.

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