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Corinthians quer a volta do “Eu nunca vou te abandonar”?

Em absoluto equívoco de planejamento do departamento de futebol profissional, administrado por Andres Sanches e Duílio do Bingo, com a conivência do médico Jorge Kalil, o Corinthians, a cinco pontos da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro (que podem se transformar em dois, após a rodada de hoje), faltando, ainda, nove longas rodadas para o final, disputou o clássico contra o Santos utilizando-se de equipe reserva.

A derrota, previsível, aconteceu.

O clube tem priorizado um campeonato menor, a Copa do Brasil, e detrimento do maior, que é o Brasileirão, evidentemente não por questões esportivas, mas para salvar o caixa do rombo ocasionado pelos próprios cartolas.

Ainda assim, a premiação, em caso de título, será de R$ 50 milhões, insuficientes para pagar os mais de R$ 60 milhões de salários e premiações devidas, sem contar que Sanches, irresponsavelmente, prometeu mais R$ 17 milhões, para não perder, talvez, o hábito de permanecer caloteiro, em 2019.

Em 2007, Andres, que havia recebido a presidência, após queda de Dualib, com o clube em posição intermediária na tabela, não se opôs, nem fez nada para impedir, a queda de rendimento – que culminou no vexame do rebaixamento à Série B – após reunião de cúpula em que se decidiu que o desastre, se ocorresse, seria colocado na conta do presidente anterior, e que eles, do grupo “Renovação e Transparência”, levariam a fama, depois, de “salvadores da pátria”.

Não se pensou no enorme sofrimento imposto ao torcedor alvinegro, que, depois, foi utilizado como massa de manobra, e de lucro, de meia dúzia de dirigentes, exatamente como ocorre no mundo da política nacional.

Aproveitando-se do rebaixamento, Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg começaram a enriquecer no Timão, colocando a então obscura Poá Textil (agora SPR) como vendedora e franqueadora exclusiva de produtos e lojas do clube, sendo o primeiro lançamento do projeto camisas, bonés, canecas, etc, com o slogan “Eu Nunca vou te Abandonar”, frase que, por razões óbvias, abraçou-se ao sentimento de amor que o corinthiano possui por sua agremiação.

Não seu outra: o Corinthians cumpriu a obrigação de subir para a Série A, no ano seguinte, tratada como “grande feito” dos gestores alvinegros”, os salvadores da nação.

Vendeu-se de tudo, sempre através da SPR (Poá), que, dizem, teria Andres Sanches e Rosenberg como sócios ocultos, suspeita ampliada quando ambos, recentemente, durante a gestão Roberto Andrade, compareceram às festividades de empresa (mesmo sem cargo, à época, no Timão), e o atual gerente de marketing corinthiano, Caio Campos, ocupou, também o cargo de CEO da franqueadora, levando consigo outro funcionário do clube, Alex Watanabe, ambos homens de confiança de Luis Paulo.

A fotografia abaixo é reveladora:

Em pé: Alex Watanabe e Caio Campos; agachados: Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg em confraternização da SPR – julho de 2017

Nos dias atuais, quando o Corinthians, novamente, circula a Zona de Rebaixamento e seus dirigentes optam por não se precaver, expondo o clube ao desastre com a escalação de elenco reserva num clássico contra o Peixe, fica a impressão de que, diante dos problemas judiciais que se avolumam contra Andres Sanches (investigação da “Lava-Jato” de pagamentos de propinas no estádio de Itaquera), podendo também atingir a Rosenberg, que a dupla estaria preocupada em salvar “o deles”, pouco importando-se, novamente, com o desespero que possam ocasionar ao torcedor alvinegro.

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