O julgamento de ‘Taxinha’ no Corinthians

No próximo dia 25, o Conselho Deliberativo decidirá se expulsará, suspenderá ou absolverá Andres Sanchez, ex-presidente, que surrupiou dinheiro do Corinthians por diversos métodos, entre eles o uso de cartão corporativo.

O grupo União dos Vitalícios, aliado à Renovação e Transparência, trabalha para livrá-lo de qualquer punição.

No máximo, para não pegar mal, votaria pela suspensão.

O Centrão, ex-aliado político de Sanchez, está em sinuca de bico.

Participou de sua gestão e acompanhou de perto várias de suas estripulias.

Seus líderes, porém, entraram em rota de colisão com o ex-presidente nos últimos anos.

Principalmente Felipe Ezabella e Fernando Alba.

Sanchez comprovou que Ezabella embolsou R$ 500 mil do jogador Elias e escancarou a participação de Alba, vulgo “Abóbora”, no mercado da bola.

Talvez liberem os membros para votarem de acordo com os interesses pessoais.

Sérgio Alvarenga, por exemplo, se pudesse votaria a favor de Sanchez, a quem serviu como diretor jurídico e afiançava à imprensa como pessoa séria, incapaz de roubar.

No mundo da realidade, não faltam razões, além do caso dos cartões corporativos, para a expulsão.

Para ficar apenas nas questões técnicas, a última prestação de contas de sua gestão foi reprovada.

Aquela que fez explodir a dívida do clube.

Nos bastidores, era tão grande a sanha de Andres por dinheiro que empresários do futebol o tratavam pela alcunha de “Taxinha”, afirmando que o cartola exigiria 10% de tudo o que fosse negociado no Parque São Jorge.

Um deles, o grego Dimitris Tzalas, permitiu que seu nome fosse mencionado.

Agora, qual argumento seria possível para absolvê-lo?

Eis o ponto.

Não há.

Deixar de punir Andres Sanchez equivalerá a liberar o desvio de dinheiro do clube — comprovado a ponto de o cartola ter se tornado réu na Justiça e de ele próprio ter confessado e devolvido parte da quantia —, criando jurisprudência interna que inviabilizará futuras punições para infrações semelhantes.

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